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Turbulência e coerência: processos de consistência na improvisação livre

Resumo

Através do presente projeto pretendo dar continuidade às minhas investigações sobre a improvisação musical, suas fronteiras e conexões. A partir das pesquisas realizadas nos últimos anos, percebi que, apesar da grande quantidade de estudos dedicados ao assunto, a expressão improvisação livre mantém ainda hoje, uma definição imprecisa e muito abrangente. De fato, atualmente há muitas manifestações musicais e artísticas que incluem procedimentos que remetem, de forma explícita ou não, à livre improvisação. Por isso, um dos desafios que se coloca hoje dia é, por um lado, a procura de uma definição do que seria comum entre as múltiplas e diversificadas práticas que se localizam no amplo território da improvisação livre ou que dela fazem uso e, por outro, do que seria singular e específico de cada uma destas práticas. É necessário definir se há realmente um território que abrange todas estas práticas e segmenta-lo em sub categorias com suas identidades próprias. E mais do que isso, é necessário desvendar os possíveis processos de construção de consistência em cada caso. No contexto desta problemática, algumas questões já trabalhadas em minhas pesquisas anteriores se recolocam, por vezes, a partir de novas perspectivas: as dualidades controle e não controle, tempo real e tempo diferido, improvisação livre e idiomática, conhecimento de base e referente, intencionalidade e acaso, coletivo e individual etc. Somam-se ainda algumas novas formulações e problemáticas relacionadas ao tema, tais como o uso ou não de novas tecnologias e as ideias de música ubíqua, comprovisação e ecocomposição. No presente projeto pretendo aprofundar e estabelecer as possíveis conexões entre várias abordagens, tendo em vista os objetivos acima delineados. Para isso, me proponho a examinar e comparar os diferentes processos de consistência sob o ponto de vista de seus materiais sonoros e procedimentos e de seus processos criativos e interativos. A ideia é encontrar e descrever o que é comum e o que é específico. Me interessa também discutir em que medida e de que forma estas diversas manifestações da improvisação livre resultam de determinadas configurações sociais, culturais e políticas contemporâneas. (AU)

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