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Structural and metabolic changes in rhizophores of the Cerrado species Chrysolaena obovata (Less.) Dematt. as influenced by drought and re-watering.

Resumo

Chrysolaena obovata acumula inulina nos rizóforos, associada à tolerância à seca. Poucos estudos relataram os efeitos interativos da alta [CO2] e da seca em espécies nativas. Neste estudo nós avaliamos os efeitos combinados desses fatores sobre o status hídrico da planta e o metabolismo de frutanos. Dois lotes de plantas foram mantidas a 380 e 760ppm [CO2] em câmaras de topo aberto. Em cada [CO2] as plantas foram divididas em quatro grupos que foram cultivadas sob diferentes níveis de reposição da água perdida por evapotranspiração nas 48 h anteriores: 100 (Controle), 75 (baixo), 50 (médio) e 25% (seca severa). Plantas foram coletadas no tempo 0 e aos 9, 18 e 27 d, em cada regime de reposição. No dia 27, todas as plantas foram re-irrigadas até capacidade do campo e, após 5 dias, uma nova amostragem foi feita. A restrição de água causou uma diminuição na humidade e na fotossíntese da planta, especialmente em plantas sob 25% de reposição de água, em ambas [CO2]. Atividades das frutosiltransferases e frutano-hidrolases foram geralmente mais baixas em plantas sob restrição de água, independentemente da [CO2]. Re-irrigação das plantas em restrição hídrica sob 760ppm causou um aumento mais pronunciado da atividade da hidrolase do que sob 380ppm. Alterações no conteúdo de frutanos não foram claramente detectadas como diferenças na composição de frutanos. Sob 380ppm e 25%, a proporção de hexoses aumentou 6 vezes, em relação aos oligossacarideos (FOS), especialmente aos 27 dias, enquanto sob 760ppm, o aumento foi de duas vezes. Após a re-irrigação, FOS e hexoses aumentou em plantas sob 25% em ambas [CO2]. Os resultados obtidos com plantas sob 25% em ambas [CO2] foram semelhantes à relatada previamente para C. obovata sob seca, isto é, aumento do teor de hexoses, modificação do tamanho das cadeias de frutanos e manutenção do status hídrico das plantas. Sob 50 e 75%, as plantas pareceram ter se aclimatado à restrição hídrica, no entanto de forma mais eficiente sob alta [CO2], devido a ajustes no metabolismo de frutanos, mantendo semelhanças com plantas sem restrições de água. Nossos resultados também sugerem que a elevada [CO2] pode aumentar a tolerância à seca, mitigando o efeito da restrição de água no metabolismo de frutanos. (AU)

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