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Modulação da resposta inflamatória e imunológica pela eletroestimulação vagal em porcos submetidos à ressecção pulmonar por toracotomia convencional ou cirurgia robótica.

Processo: 14/24526-4
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2015 - 30 de setembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Ricardo Mingarini Terra
Beneficiário:Ricardo Mingarini Terra
Instituição Sede: Hospital Sírio-Libanês. Sociedade Beneficente de Senhoras (SBSHSL). São Paulo , SP, Brasil
Pesquisadores associados:Daniel Ciampi Araujo de Andrade ; Eduardo Leite Vieira Costa ; Juliana Monte Real ; Luiz Fernando Lima Reis ; Manoel Jacobsen Teixeira ; Paulo Manuel Pêgo-Fernandes
Assunto(s):Cirurgia torácica  Toracotomia 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:cirurgia robotica | Cirurgia Torácica | eletroestimulação vagal | resposta inflamatória sistêmica | Ressecção pulmonar | Toracotomia | Cirurgia Experimental Torácica

Resumo

A cirurgia torácica apresentou rápido desenvolvimento após a Segunda Guerra Mundial. Inicialmente, a toracotomia era a opção de acesso cirúrgico à cavidade torácica. O trauma cirúrgico extenso, associado à reação inflamatória sistêmica e liberação de elevados níveis sanguíneos de citocinas, proteína C reativa, interleucina 1, 6 e fator de necrose tumoral, são causadores de várias complicações no pós-operatório, como dor torácica, atelectasia, pneumonia, choque séptico e disfunção de múltiplos órgãos e sistemas. A cirurgia torácica vídeo-assistida foi desenvolvida com o intuito de minimizar essas complicações, pois apresenta uma menor resposta inflamatória. Recentemente foi descoberta a via neural anti-inflamatória, em que a eletroestimulação do nervo vago era capaz de modular a liberação exacerbada de citocinas e consequentemente diminuir a resposta inflamatória sistêmica. OBJETIVOS: Determinar se a eletroestimulação do nervo vago no período intraoperatório de cirurgia torácica com ressecção pulmonar por toracotomia ou cirurgia robótica em suínos modula a liberação de citocinas pró-inflamatórias. O objetivo secundário é avaliar os efeitos da estimulação vagal na função imunológica; perfusão tecidual, hemodinâmica e função pulmonar.. A viabilidade das mensurações e da eletroestimulação será testada em um projeto piloto em 2 animais. MÉTODO: Estudo experimental em suínos com 4 grupos, Grupos 1 e 2 Toracotomia e Cirurgia Robótica com Estimulação Vagal; Grupos 3 e 4 Toracotomia e Cirurgia Robótica sem estímulação vagal. Total de 24 animais, com 6 animais em cada grupo. Durante todo o experimento coletaremos dados referentes ao status hemodinâmico dos animais. A eletroestimulação será realizada antes e após a lobctomia nos parâmetros de 3,5 mA Hz por 30 segundos a cada 5 minutos por 30 minutos (total de 7 estimulações). Ao término do ato operatório será realizada nova estimulação elétrica nas mesmas configurações. Amostras sanguíneas serão coletadas nos níveis basais de cada animal e a cada 4 horas após a cirurgia até serem completadas 36 horas de acompanhamento pós-operatório. Serão analisadas as dosagens de mediadores inflamatórios (IL-1±, IL-1², IL-1ra, IL-2, IL-4, IL-6, IL-8, IL-10, IL-12, IL-18, TNF-±, IFN³ e GM-CSF) e também proteína C reativa.Os resultados referentes à mensuração de citocinas serão analisados através de modelos lineares de efeitos mistos (análise longitudinal) considerando tempo (análises repetidas), ativação simpática e via de acesso (e a interação entre estes dois últimos). Complicações dos procedimentos e outras variáveis categóricas serão avaliadas através do teste de Fisher. Consideraremos significantes resultados cujo p<0,05, utilizaremos o Stata 13 para executar as análises estatísticas. (AU)

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