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Densidade de fêmeas de Aedes aegypti e Aedes albopictus e sua associação com número de moradores e variáveis meteorológicas, em ambiente domiciliar de área endêmica de dengue, São Paulo, Brasil

Processo: 15/50062-8
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de julho de 2015 - 31 de dezembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Gisela Rita Alvarenga Monteiro Marques
Beneficiário:Gisela Rita Alvarenga Monteiro Marques
Instituição Sede: Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Controle de vetores  Indicadores entomológicos  Dengue  Aedes aegypti  Culicidae  Habitat  Publicações de divulgação científica  Artigo científico 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Aedes Aegypti | Controle De Vetores | Culicidae | Dengue | Indicadores Entomologicos | Variaveis Meteorologicas

Resumo

Determinar a frequência de formas adultas de Ae. Aegypti e Ae. albopictus segundo sexo e localização no domicílio, estimar a densidade de fêmeas de Ae. Aegypti por casa, por morador e verificar associação com fatores abióticos. Os mosquitos adultos foram coletados mensalmente, com puçá e capturador elétrico portátil no peri e intradomicílio de área urbana com transmissão contínua de dengue do município de São Sebastião, no período de fevereiro de 2011 a fevereiro de 2012. Foram pesquisados 307 quarteirões cuja média de positividade para fêmeas adultas de Ae. Aegypti foi de 57,22%, variando de 100% em março e 23% em setembro. Dos 1.320 indivíduos coletados, 1.311 era Ae. Aegypti e 9, Ae. albopictus. Registrou-se 653 machos e 658 fêmeas de Ae. Aegypti dos quais 80% encontrava-se no intradomicílio. A densidade média de fêmeas adultas de Ae. Aegypti mostrou 1,60 fêmeas/casa e 0,42 fêmeas/morador. Foi constatada associação entre número de fêmeas e número de moradores no intra e peridomicílio, (r2 = 0,92; p<0,001) e (r2= 0,68; p<0,001), respectivamente. Verificou-se associação entre número de fêmeas e pluviosidade média e total, em ambos os casos maior no peri (p=0,00; r2=77%) que no intradomicílio (p=0,01; r2=48%). A temperatura mínima apresentou associação nos dois ambientes, exibindo o mesmo valor de coeficiente de determinação (p= 0,02; r2=40%). A baixa frequência de Ae. albopictus (7 fêmeas e 2 machos) não permitiu avaliação detalhada. AE aegypti está bem estabelecido na área urbana estudada apresentando maior frequência de isolamento é maior dentro das casas. A densidade feminina foi diretamente proporcional ao número de residentes nas casas. Nossos dados mostram que a densidade populacional humana afeta positivamente o número de Ae. fêmeas Aegypti dentro da residência. As variáveis meteorológicas também afetaram as populações de mosquitos. Esses dados indicam uma alta probabilidade de contato humano-vetor, aumentando a possível transmissão e disseminação do vírus DEN. Indicadores entomológicos de fêmeas adultas revelaram informações importantes complementando o que foi obtido com os índices tradicionais de Stegomyia. Essas informações devem fazer parte de um conjunto de dados interconectados para avaliar e controlar o vetor. (AU)

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