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Educação transnacional: (des)conexões entre Brasil e a New Education Fellowship (1920-1948)

Processo: 15/06456-1
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2015 - 30 de setembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Educação - Fundamentos da Educação
Pesquisador responsável:Diana Gonçalves Vidal
Beneficiário:Diana Gonçalves Vidal
Instituição Sede: Faculdade de Educação (FE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesquisadores associados:Ariadne Lopes Ecar ; Rafaela Silva Rabelo
Assunto(s):História da educação  Educação transnacional  Escola nova  História comparada 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Anos 1920-1940 | Educação transnacional | Escola Nova | História Comparada | New Education Fellowship | Historia da Educação

Resumo

Em 1920, a New Education Fellowship (NEF) emergiu como um movimento internacional desenhado para agregar educadores de diferentes países na crença de que a educação poderia responder às novas demandas de uma sociedade em mudança. No contexto de fim da Primeira Grande Guerra e no âmbito das discussões em prol de paz e democracia, esta Fellowship, situada no Reino Unido, deu origem a seções em todo o mundo, incluindo a América do Sul. Como estratégia de disseminação de iniciativas e ideias, foi criado o periódico The New Era em 1920 e em 1921 a Fellowship organizou sua primeira conferência em Calais, France. Associados a The New Era estavam dois outros periódicos educacionais: Pour l'Ere Nouvelle e Das Werdende Zeitalter. Em 1936, a NEF tinha cinquenta e duas Seções nacionais e grupos e vinte e dois periódicos em quinze idiomas. Na América do Sul, Argentina (1928), Equador (1930), Peru (1930), Bolívia (1936), Chile (1931), Paraguai (1932) e Uruguai (1932) uniram-se à NEF. A despeito de nos anos 1930 o Brasil ter passado por várias reformas educacionais, em distintos estados, baseadas nos princípios da Escola Nova, nada indica que o país tenha tido uma seção até 1942. Por um breve período, de 1942 a 1948, os relatórios do escritório central da NEF incluíram o nome de D. Nina Celina, do Ministério da Educação, como secretária da Seção brasileira, liderada por Lourenço Filho. No entanto, nada foi reportado sobre as atividades ocorridas no Brasil relacionadas à Escola Nova. As referências à Seção brasileira cessam em 1948, mesmo com a NEF continuando ativa até 1966, quando passou a se denominar World Education Fellowship. A principal questão deste projeto é compreender como Brasil e NEF estavam conectados em um movimento internacional em torno da Escola Nova, sem, entretanto, estarem diretamente relacionados. A perspectiva oferece a oportunidade de operar por (des) comparação. Ou seja, em lugar de seguir os fios de uma rede, procurar por vestígios que permitam estabelecer conexões possíveis. Como afirmou Marcel Detienne (2004), a aproximação metodológica se sustenta pela comparação do incomparável. Para tanto, a pesquisa irá focalizar periódicos e educadores, limitando seu escopo inicialmente a Nina Celina e M.B. Lourenço Filho, a quem serão agregados Fernando de Azevedo e Anísio Teixeira, proeminentes educadores brasileiros da época e figuras de prestigio internacional do movimento da Escola Nova. (AU)

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