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Migrações internacionais, trabalho e formação no campo da música

Resumo

O objetivo deste projeto é analisar a história social dos processos migratórios vividos no trabalho de músicos e musicistas, trabalhadores altamente qualificados, na perspectiva das relações sociais de classe e de gênero, tendo como referência o Brasil, tanto como país de origem ou como país de destino. As migrações internacionais dos músicos são compreendidas em duplo sentido: por um lado, os brasileiros que emigram à procura de formação e trabalho para outros países, apoiados por diferentes instituições, constituirão o objeto de pesquisa neste projeto. Entre elas, destaca-se a Fundação VITAE - Apoio à Cultura, Educação e Promoção Social (1985 a 2006). Por outro lado, músicos que imigram para o Brasil à procura de trabalho. Nesse último caso, os músicos do Leste europeu que trabalham em orquestras brasileiras constituirão o principal objeto de pesquisa. Esses profissionais para cá vieram, a partir da década de 1990 e, os que aqui permaneceram, encontram-se em muitas formações orquestrais, sobretudo na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, na qual representam aproximadamente um terço dos músicos. Os dois grupos foram selecionados em concorridas audições, vivenciaram (e muitos ainda vivenciam) o sentimento de ser um trabalhador definido e tratado como provisório, ou seja, revogável, a qualquer momento. No contexto da mundialização política e financeira o fenômeno sociológico a ser pesquisado adquire singularidades, ainda não analisadas, que contribuem para a compreensão do mundo do trabalho no país. O crescimento da individualização do trabalhador e o acirramento da competição no mercado de trabalho também atingem os artistas de diferentes formas, entre elas as migrações internacionais. (AU)

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