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A encyclopédia viva da moderna cultura cafeeira no Brasil: a Estação Experimental de Café de Botucatu e a ciência na cafeicultura nacional (1889-1945)

Resumo

O processo de modernização da agricultura no Brasil - caracterizado pelo aprimoramento dos métodos utilizados na produção, mecanização, pela qualificação da mão-de-obra agrária e expansão dos mercados consumidores - pode ser visto como algo em andamento. A sua inserção no mercado global e a introdução do agrobusiness podem comprovar tal afirmativa, revelando o quão fluído é o cenário dessas mudanças. As bases para que tais mudanças fossem estabelecidas podem ser constatadas, sendo o período compreendido entre os anos de 1930 e 1970 de fundamental importância neste processo. Diversos órgãos foram criados para fomento de pesquisas relativas aos produtos agrícolas, destacando-se, no início da década de 1930, as Estações Experimentais. No caso particular da cafeicultura brasileira, as estações experimentais podem ser consideradas como uma das medidas adotadas pelo governo brasileiro contra os efeitos da crise de 1929. Problemas relacionados à superprodução, a baixa qualidade do produto e ao crescimento da concorrência internacional demandavam um novo olhar para o setor, onde mudanças relacionadas à política econômica não bastariam, havendo também a necessidade do aprimoramento da produção. Neste trabalho, toma-se o caso da Estação Experimental de Café de Botucatu (E.E.C.B.), interior de São Paulo, como componente deste processo irreversível, onde pesquisa aplicada e tecnologia passam a ser vistas como imprescindíveis à resolução da crise que se abatia na cafeicultura e ao desenvolvimento agrário brasileiro. (AU)

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