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Análise de polimorfismos de genes responsáveis pela biossíntese e metabolização do colágeno como fatores de risco para o desenvolvimento de prolapso genital

Processo: 14/01107-6
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2015 - 28 de fevereiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Emerson de Oliveira
Beneficiário:Emerson de Oliveira
Instituição Sede: Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Organização Social de Saúde. Fundação do ABC. Santo André , SP, Brasil
Pesquisadores associados: César Eduardo Fernandes ; Ricardo Peres Do Souto
Assunto(s):Ginecologia  Prolapso de órgão pélvico  Fatores de risco  Polimorfismo genético  Colágeno tipo I  Colágeno tipo III  Metaloproteinases da matriz 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:colageno | metaloproteinases da matrix | Polimorfismo genético | Prolapso de Órgão Pélvico | Ginecologia

Resumo

Define-se, como prolapso genital, o deslocamento das vísceras pélvicas no sentido caudal, em direção ao hiato genital. Decorre do desequilíbrio entre as forças encarregadas de manter os órgãos pélvicos em sua posição normal, e aquelas que tendem a impeli-los para fora da pelve.Vários estudos têm relacionado a diminuição da quantidade de colágeno com o prolapso genital. Mulheres com doenças do tecido conectivo, como a síndrome de Marfan ou Ehlers-Danlos têm altas taxas dessa doença. Os ligamentos e a fáscia vaginal têm predomínio de colágeno tipo I e III, que permitem a acomodação das estruturas em casos repentinos de aumento da pressão abdominal e a passagem de um feto, por exemplo.Os polimorfismos são marcadores genéticos que ocorrem quando um locus tem dois ou mais alelos, cujas frequências excedem a 1% na população. O polimorfismo de nucleotídeo único é um local no DNA em que um único par de bases varia de pessoa para pessoa, em uma determinada população. Acredita-se que na espécie humana exista mais de um milhão de polimorfismos, e destes, cerca de 30.000 apresentam manifestações fenotípicas com significância clínica.O colágeno I constitui um dos componentes do tecido conjuntivo mais relacionado, nos estudos, à Incontinência urinária e prolapso genital. Esta proteína é constituída por três cadeias peptídicas: duas ±1(™) e uma ±2(™), (±1(™)2±2(™)), sintetizadas pelos genes COL1A1 e COL1A2, respectivamente. Trabalhos têm demonstrado que o polimorfismo de base única (SNP) G’T localizado no sítio Sp1 no primeiro intron do gene COL1A1 (rs1800012) afeta a regulação da transcrição do colágeno.Mutações que afetam o gene COL1A2 reduzem a biossíntese do colágeno tipo I. Entretanto, o quadro clínico dos pacientes é bastante diverso.O colágeno tipo III forma fibras menores e finas, responsáveis pela flexibilidade e distensibilidade do tecido. É encontrado em pele, aorta, pulmões, útero, fáscias e ligamentos. É uma proteína heterotrimérica composta de duas cadeias ±-1 e uma cadeia ±-2. Essas cadeias têm estrutura espacial semelhante, mas são codificadas por diferentes genes. O gene que codifica a cadeia ± -1 é chamado de COL3A1 e se localiza no cromossomo 2q24.3-q31, devendo estar rigidamente coordenado e regulado para formar uma proteína com estrutura correta. Recentemente alguns trabalhos têm tentado relacionar o polimorfismo desse gene com prolapso genital.As metaloproteinases (MMPs) são uma família de enzimas proteolíticas que degradam os componentes da matriz extracelular como o colágeno, a gelatina e a elastina. As MMPs dos vertebrados atuam em diversos substratos, sendo capazes de degradar virtualmente todos os componentes da matriz extracelular.A MMP-1 desempenha um importante papel na degradação do colágeno do tipo I, ao passo que a MMP-3 é capaz de ativar outras MMPs, incluindo MMP-1. Posto isso, é plausível acreditar que a hiperexpressão dessas enzimas poderia, em parte, explicar a maior susceptibilidade para o desenvolvimento de prolapso genital.LOX é tradicionalmente reconhecida por exercer a função de catalisar as interligações cruzadas derivadas de lisinas e hidroxilisinas nas fibras de colágeno, e de lisinas nas fibras de elastina. Disfunções no gene da LOX levam à redução nas interligações das fibras, sugerindo a participação da enzima no processo de maturação e estabilização das fibras de colágeno e elastina. A identificação precisa das pacientes com risco aumentado para desenvolver prolapsos genitais seria revolucionária no sentido preventivo e no tratamento da doença. Propusemo-nos, no presente estudo, avaliar se os polimorfismos dos genes de biossíntese e metabolização do colágeno (COL1A1, COL1A2, COL3A1, MMP1, MMP3, MMP9, e LOXL1) são fatores de risco para o desenvolvimento de prolapso genital. (AU)

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Publicações científicas (5)
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
MARCUS VINICIUS BARBOSA DE PAULA; MARCOS ANTÔNIO DE FARIAS LIRA JÚNIOR; VIVIAN COSTA E SILVA CROCCO MONTEIRO; RICARDO PERES SOUTO; CÉSAR EDUARDO FERNANDES; EMERSON DE OLIVEIRA. Evaluation of the fibulin 5 gene polymorphism as a factor related to the occurrence of pelvic organ prolapse. Revista da Associação Médica Brasileira, v. 66, n. 5, p. 680-686, . (14/01107-6)
GHERSEL, FREDERICO REZENDE; SOUTO, RICARDO PERES; PACHECO GONZALES, ESTER WILMA; PAULO, DENISE SOUZA; EDUARDO FERNANDES, CESAR; OLIVEIRA, EMERSON. Avaliação de polimorfismos de genes de matriz de metaloproteinase 9 (MMP9) como fatores de risco para o prolapso de órgãos pélvicos na população brasileira. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 41, n. 3, p. 164-169, . (14/01107-6)
TEIXEIRA, FERNANDO HENRIQUE; FERNANDES, CESAR EDUARDO; SOUTO, RICARDO PERES; DE OLIVEIRA, EMERSON. Polymorphism rs1800255 from COL3A1 gene and the risk for pelvic organ prolapse. INTERNATIONAL UROGYNECOLOGY JOURNAL, v. 31, n. 1, p. 73-78, . (14/01107-6)
PALOS, CLAUDIA CRISTINA; TIMM, BEATRIZ FERREIRA; PAULO, DENISE DE SOUZA; FERNANDES, CESAR EDUARDO; DE SOUTO, RICARDO PERES; OLIVEIRA, EMERSON. Evaluation of COLIA1-1997 G/T polymorphism as a related factor to genital prolapse. INTERNATIONAL UROGYNECOLOGY JOURNAL, v. 31, n. 1, p. 133-137, . (14/01107-6)
DE FREITAS ROSA, JOSYANDRA PAULA; HADDAD, RAPHAEL FEDERICCI; REIS MAEDA, FABIANA GARCIA; SOUTO, RICARDO PERES; FERNANDES, CESAR EDUARDO; DE OLIVEIRA, EMERSON. Associação entre polimorfismo do gene col1a2 e a ocorrência do prolapso de órgãos pélvicos em mulheres brasileiras. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 41, n. 1, p. 31-36, . (14/01107-6)

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