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Uso profilático da desmopressina em cirurgias cardíacas valvares na redução do sangramento perioperatório

Resumo

Pacientes com disfunção valvar importante apresentam coagulopatia por efeito mecânico (estenose ou insuficiência valvar). Além disso, necessitam do uso profilático de medicamentos antiplaquetários pelas condições de remodelamento miocárdico e arrítmicas associadas. Pacientes com estenose aórtica severa podem também adquirir doença de von Willebrand tipo 2A por proteólise do fator de von Willebrand. Não obstante, o tratamento que é efetuado para correção de tais defeitos valvares, usualmente, requer cirurgia cardíaca com assistência circulatória externa (CEC). Estima-se que 50 a 60% dos pacientes submetidos às cirurgias cardíacas recebam transfusões sanguíneas. A transfusão de hemocomponentes é um fator isolado de aumento da morbi-mortalidade de pacientes críticos. A utilização da desmopressina (DDAVP) mostrou-se benéfica apenas em pacientes que apresentavam disfunção plaquetária congênita ou adquirida. Na população geral, o uso não é validado por apresentar resultados inconclusivos. Objetivos: Avaliar o uso da desmopressina como agente hemostático capaz de atenuar o sangramento excessivo em cirurgias cardíacas valvares com circulação extracorpórea. Avaliação clínico-laboratorial da coagulação sanguínea com a utilização profilática da desmopressina em cirurgias cardíacas valvares. Avaliar redução do consumo de hemocomponentes com o uso profilático da desmopressina. Método: Trata-se de um estudo clínico, intervencional, prospectivo, randomizado e duplamente encoberto. Será realizado no centro cirúrgico e unidade de terapia intensiva do Instituto do coração da faculdade de medicina da universidade de São Paulo em 100 pacientes submetidos à cirurgia cardíaca para correção de defeitos valvares respeitando os critérios de inclusão e de exclusão. Critérios de inclusão: a) Cirurgias cardíacas valvares com circulação extracorpórea em pacientes maiores que 18 anos; b) Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) lido e assinado pelos responsáveis; c) Avaliação pré-anestésica e exames laboratoriais pré-operatórios adequados à metodologia do estudo. Critérios de exclusão: Pacientes menores de 18 anos; infecção ativa; creatinina>2 mg/dl; reoperação cardíaca; índice de massa corporal (IMC)> 35; fração de ejeção(FE) 40%; hematócrito< 35%; coagulopatia não farmacológica prévia conhecida; uso de terapia antiplaquetária com até dez dias da cirurgia (exceto o ácido acetil salicílico(AAS) e enoxaparina que poderão ser utilizados em doses profiláticas até 24 horas antes do procedimento cirúrgico); utilização de prótese valvar mecânica; cardiopatias graves associadas; ausência do TCLE devidamente assinado; procedimentos de revascularização do miocárdio isolado ou associado. Em visita pré-anestésica, haverá avaliação do paciente quanto aos critérios delineados na metodologia do estudo. Na indução anestésica será coletada amostra de sangue para análise do perfil hemostático (T0). Após saída de CEC e reversão da heparina, os pacientes randomizados no grupo DDAVP receberão, de forma profilática, a DDAVP (0,3µg/kg) diluído em 100ml de SF0,9% e os do grupo controle apenas 100ML SF0,9%. Após 2h da administração do DDAVP será coletada nova amostra de sangue (T1) assim como após 24h (T2). Os pacientes serão acompanhados até a alta hospitalar ou 28 dias após a cirurgia, quanto a necessidade de transfusão alogênica, reoperação e eventos tromboembólicos. (AU)

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