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Os Concertouvertures de Georg Philipp Telemann: um estudo dos Gostos Reunidos segundo as preceptivas setecentistas de Estilo e Gosto

Processo: 14/13036-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de setembro de 2014 - 31 de agosto de 2015
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Música
Pesquisador responsável:Monica Isabel Lucas
Beneficiário:Monica Isabel Lucas
Instituição-sede: Escola de Comunicações e Artes (ECA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil

Resumo

A presente pesquisa se concentra na recuperação da acepção setecentista dos conceitos de estilo e de gosto na música. Este estudo aborda os estilos e gostos adotados por Telemann a partir de uma perspectiva histórica e, para tanto, utiliza as retóricas clássicas, nas quais se apoiaram os autores setecentistas; os tratados sobre gosto dos séc. XVII e XVIII; as poéticas musicais setecentistas; e as autobiografias de Telemann (de 1718 e 1740). Deste modo, propomos o estudo de ambos os conceitos não apenas a partir de sua perspectiva técnica ou nacional, mas recuperando sua função dentro do contexto da elocutio retórica, envolvendo a idéia de decoro. Nas fontes setecentistas, o uso destes termos se relaciona com os sistemas de adequação entre as diferentes maneiras de escrita em relação à ocasião e ao gosto nacional, ambos regulados pelo decoro. Desta forma, estes conceitos constituem aspectos de uma concepção musical única, que pode ser melhor compreendida a partir da perspectiva dupla do gosto e do estilo. No séc. XVIII, o gosto regulava as maneiras de compor, formando estilos próprios de um determinado grupo, país, ou auctoritas. Os dois principais parâmetros de gosto normativos do período são a música francesa e a italiana. Deste modo, a partir da imitação e do estudo dos modelos estrangeiros formou-se a prática denominada gostos reunidos - mencionada nos escritos setecentistas alemães como gemischten Goût, vermischter Geschmack e Gosto Alemão. Deste processo de imitação, onde tomar algo como modelo não se refere a uma cópia do discurso, mas sim à aprendizagem e exercitação de como tratar tecnicamente um material de origens diversas a fim de gerar algo novo, surge um novo gênero, denominado por Telemann e seus contemporâneos como Concert en Ouverture, ou Concertouverture. (AU)

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