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Impacto de um protocolo de mobilidade progressiva na funcionalidade de pacientes na unidade de terapia intensiva

Resumo

Pacientes críticos internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) apresentam altas taxas de mortalidade e morbidade (Douglas SL , 2002; Martin UJ , 2002). Mesmo após o controle da doença e suas comorbidades, esses experimentam baixa mobilidade nesse período hospitalar, o que tem sido associado a resultados adversos como o declínio funcional (Brown CJ, 2004). A diminuição no nível de atividade física, caracterizada pela baixa mobilidade hospitalar, ficando o paciente restrito ao leito, resulta em perdas em vários sistemas, principalmente na capacidade funcional do sistema cardiovascular e musculoesquelético. Sendo esse dois sistemas fundamentais para a manutenção da independência funcional, as perdas de capacidades desses durante a internação leva a grande morbidade (Topp R, 2002; King L, 2012). A longo prazo, a maior morbidade depois de um episódio de doença crítica é a piora na qualidade de vida depois da alta, principalmente devido a diminuição dos domínios físicos nos questionários de qualidade de vida. Isso se dá devido a falta de condicionamento físico, disfunções musculares e nervosas, levando a um declínio do estado funcional (Hopkins RO, 2005; Dowdy DW, 2006). Portanto, o principal desafio a ser encarado é reverter o estado de imobilidade que esses pacientes podem experimentar durante a internação na unidade terapia intensiva, que irá levar a curto e longo prazo a um declínio funcional.Recentes estudos têm indicado que atividade precoce e progressiva para pacientes em UTI é segura e barata, resultando em diminuição das complicações relacionadas a imobilidade (Bailey P, 2007; Morris PE, 2008; Schweickert WD, 2009; Winkelman C,2009)Visto que estudos sugerem que pacientes em UTI tem atividade terapêutica infrequente e de curta duração (C. Winkelman, 2007; Bernhardt J, 2004; Brown JC, 2009; Callen BL, 2004), o uso de protocolos de mobilidade pode ser uma opção para que uma atividade adequada seja ofertada para esse tipo de paciente.Portanto, o objetivo primário deste estudo é comparar o nível de atividade física realizada por pacientes em UTI sem e com o uso de um protocolo de mobilidade e verificar o impacto na funcionalidade pós alta. Como objetivos secundários comparar o impacto na força muscular e nos dias de internação na UTI dos pacientes com e sem o uso do protocolo de mobilidade. E avaliar se o nível de atividade física que os pacientes sem protocolo são submetidos é adequado levando em consideração o grau de força muscular. (AU)

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