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A Rede Acadêmica de São Paulo: Projeto 2013

Resumo

A década de 2000 foi estável com relação à tecnologia de redes de computadores. A evolução tecnológica nesse período ocorreu de maneira incremental na camada física e não apresentou evolução substancial nas demais camadas. A ANSP, durante essa década, atendeu ao crescimento exponencial da demanda de seus usuários, passando de enlaces seriais de tecnologia frame relay e SDH, com capacidades da ordem de Megabits por segundo, para enlaces ópticos SDH e IP sobre DWDM, com capacidades de dezenas de Gigabits por segundo. A década de 2010, entretanto, aponta para algumas mudanças radicais na tecnologia, na arquitetura e no uso das redes, tanto na camada física como nas camadas superiores. Para acompanhar tais mudanças, a ANSP propôs-se em 2011 e 2012 a deixar o papel de apenas provedor de redes (que desempenhou de maneira exemplar durante a década anterior) e passar a atuar também como patrocinador do desenvolvimento e experimentação de novas tecnologias e arquiteturas. Com relação à camada física da rede especificamente, a década de 2010 aponta para um salto descomunal, com os lambdas de 100 Gbps (Gigabits por segundo) já comerciais em 2012 e tudo apontando para lambdas de 1 Tbps (Terabit por segundo) no mercado antes de 2020. Esses volumes de dados apresentam novos desafios em termos de operação, monitoramento e qualidade de serviço (uma taxa de erro de 1 pacote a cada bilhão representará uma perda de dois pacotes padrão TCP por segundo!) e a ANSP terá que, já em 2013, preparar-se para os novos desafios. No que diz respeito às camadas de dados, rede e aplicações, as mudanças que se aproximam são ainda mais dramáticas. Por um lado, fica cada vez mais claro que durante os próximos cinco anos essas camadas passarão da atual tecnologia de chaveamento de pacotes com switches e roteadores, para novas tecnologias de chaveamento de pacotes e/ou fluxos por equipamentos programáveis por software, como é o caso dos produtos que implementam o protocolo OpenFlow. Ao mesmo tempo, a chamada Internet das Coisas (IoT - Internet of Things, em Inglês), ou seja, o uso cada vez mais intensivo de devices (sensores, etiquetas eletrônicas, e outros gadgets) conectados à Internet, exige redes cada vez mais flexíveis em todas as camadas e todos os substratos. Em 2012 a ANSP começou a preparar-se para essas novas tecnologias, em particular para o protocolo OpenFlow. Em 2013, a ANSP deverá continuar a preparar-se para o OpenFlow e iniciar sua imersão nas tecnologias de 100 Gbps e 1 Tbps e nos problemas gerados pela Internet das Coisas. Para cumprir parte desse objetivo, em 2012 foram realizadas duas Reuniões Semestrais da ANSP, com uma resposta da comunidade muito acima das expectativas. Como a ANSP depende da comunidade de técnicos e pesquisadores experimentais de suas instituições participantes (seria inútil a ANSP dominar essas novas tecnologias se as universidades não as dominassem também!), essas reuniões foram o instrumento básico para chamar a atenção da comunidade para essas questões e iniciar o treinamento do pessoal técnico nos seus conceitos básicos. Esse processo continuará em 2013. Finalmente, em 2012, a ANSP foi vítima de um problema externo totalmente inesperado: o caos administrativo que tomou conta de seu principal fornecedor de fibras ópticas escuras, a Eletropaulo Telecom, após sua aquisição pela TIM. Os números são claros: um par de fibras entre o NAP do Brasil e a USP permaneceu 22 dias fora do ar para conserto após uma parada em setembro de 2012. O par de fibras entre a USP e o InCor caiu 38 vezes em 2012, totalizando 30 dias sem funcionar. Em média, a disponibilidade das fibras ficou abaixo de 95% quando deveria estar acima de 99%. Em função disso, em 2013, a ANSP terá que voltar a adquirir fibras ópticas apagadas no mercado e aumentar seus esforços para fornecer e manter a infraestrutura e os serviços de operação da rede que serão necessários para garantir conectividade aos projetos de pesquisa do Estado de São Paulo. (AU)

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