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Entre a palavra e chão: memória toponímica da estrada real

Resumo

Esta pesquisa procurou descrever e explicar a permanência, a variação e a mudança dos topônimos na região da Estrada Real. Os estudos toponímicos, no alcance pluridisciplinar de seu objeto de estudo, constituem um caminho possível para o conhecimento da cosmovisão das diversas comunidades linguísticas, que ocupam ou ocuparam um determinado espaço. Revelam-se de grande importância para o conhecimento de aspectos histórico-culturais de um povo, pois permitem a identificação de fatos linguísticos, de ideologias e crenças presentes no ato denominativo e, posteriormente, na permanência ou não de uma comunidade. O homem tem a necessidade de nomear o ambiente físico e social que o cerca, sendo esta uma condição sine qua non para a garantia de sua sobrevivência. Por meio da Toponímia, ramo da Onomástica que tem por objeto de estudo o exame da origem e do significado dos nomes dos lugares, pode-se analisar a estreita relação que se estabelece entre o homem e o topos que designa o espaço que o circunscreve. Este trabalho centra-se no estudo da motivação toponímica da Estrada Real tendo por base os relatos dos Viajantes Naturalistas dos séculos XVIII e XIX que passaram por estes caminhos. A pesquisa foi realizada através do mapa elaborado pelo Instituto Estrada Real. O presente trabalho está inserido no ATB - Atlas Toponímico do Brasil - Diversidade e Variedades Regionais (Dick, 1996). Da análise das fichas toponímicas propostas para cada um desses itens, verifica-se que os topônimos de natureza antropocultural são a maioria e que, dentre esses, predomina a taxe dos antropotopônimos. (AU)

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