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Atos de tradução: éticas, intervenções, mediações

Resumo

De acordo com o senso comum, uma boa tradução é aquela que produz um texto fiel, sem nenhuma perda em termos de significado, forma ou tom. Também parece haver consenso de que a tarefa de produzir uma tradução nesses termos é impossível, embora muitos se debrucem sobre a tarefa. Esta tese propõe um modo alternativo de abordar a tradução: a tradução como ação o que implica um agente, motivos e consequências. O mais importante corolário dessa proposta é um modo de considerar o papel dos tradutores na sociedade eles passam a ser verdadeiros mediadores, deixando para trás sua função de meros transportadores de significados e ideias. A teoria dos atos de fala, como proposta por John Langshaw Austin em how to do things with words será uma das diretrizes na exploração do conceito de tradução como ação, um ato realizado no mundo real. Os atos de tradução serão analisados como entidades "êmicas", ou seja, unidades de análise irredutivelmente culturais, que resistem a generalizações estritas. Serão propostas "famílias" de atos de tradução "famílias" no sentido wittgensteiniano do termo, de grupos cujos elementos não possuem todos um traço essencial, mas sim semelhanças que se superpõem. As famílias de atos de tradução propostas são: tradução como difusão de conhecimento; tradução como imersão na textualidade, tradução como enriquecimento e tradução como intervenção política. (AU)

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