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Formas de governança em arranjos produtivos locais: um estudo comparativo

Resumo

O objetivo dessa pesquisa é realizar um estudo comparativo e exploratório das formas de governança em Arranjos Produtivos Locais (APLs). A pesquisa de campo inclui o estudo dos APLs de Jaú (calçados femininos - APL consolidado), Piracicaba (álcool e derivados - APL em formação) e Birigui (calçados infantis - APL consolidado). Alem do estudo das formas de governança, o estudo identificará a possibilidade de ocorrência da difusão de conhecimento entre empresas e instituições e geração de eficiências coletivas como forma de ampliar e gerar vantagens competitivas as organizações participantes dos APLs. É importante mencionar, que a pesquisa estuda os APLs e as formas de governança, considerados temas contemporâneos e de grande relevância ao campo da Administração. Conforme definição do SEBRAE os "arranjos produtivos são aglomerações de empresas localizadas em um mesmo território, que apresentam especialização produtiva e mantêm algum vínculo de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais tais como governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa". Basicamente, os APLs envolvem características regionalizadas as quais promovem vantagens coletivas aos participantes. Esse recorte de análise tem grande relevância ao contexto brasileiro e regional, onde vários APLs se difundiram ao longo dos últimos anos. Diversas regiões brasileiras tem baseado o desenvolvimento regional através da aglomeração de empresas. Vários exemplos de aglomerações de empresas no Brasil são destacados por Amato Neto (2000), como: pólo das indústrias de calçados do Vale dos Sinos, pólo calçadista de Franca, Birigui e Jaú, pólo têxtil de Americana, pólo de alta tecnologia de São Carlos, pólo da indústria de cerâmica de Santa Gertrudes, Mogi Guaçu e Porto Ferreira, Condomínio virtual de Ourinhos, Pólo da indústria de jóias e bijuterias de Limeira, pólo de móveis de madeira de Votuporanga, pólo de confecções de São José do Rio Preto e de Santos e o pólo de produção de derivados da mandioca em Cândido Motta. Ainda o Sebrae destaca outros APLs em desenvolvimento em várias regiões brasileiras, como: confecção, móveis, turismo, artesanato, ovinocaprino, fruticultura, calçados, apicultura, mandioca, petróleo e gás, tecnologia da informação, gesso e mármore, piscicultura, cerâmica, cachaça, leite, orgânicos, babaçu, floricultura e fitoterápicos. Atualmente o Sebrae atua em 29 estados num total de 229 APLs. Os APLs são arranjos produtivos locais alternativos que podem estimular o desenvolvimentos regional de uma dada região. A pesquisa é de caráter qualitativo e envolve estudos de casos em empresas e instituições (entidades de classe, universidades, poder público e outras instituições de apoio aos arranjos) da região de Jaú e Piracicaba. A pesquisa também inclui estudos de centros de pesquisa, entidades de classe e outras instituições de apoio ligados a esses arranjos. As entrevista de caráter qualitativo e exploratório serão desenvolvidas a partir de um roteiro de entrevista semi-estruturado com profissionais das empresas e instituições de apoio em ambas cidades. (AU)

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