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Programa de prevenção de recaídas do transtorno afetivo bipolar (TAB)

Processo: 01/12909-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa em Políticas Públicas
Vigência: 01 de outubro de 2002 - 31 de julho de 2005
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Ricardo Alberto Moreno
Beneficiário:Ricardo Alberto Moreno
Instituição-sede: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Instituição parceira: Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Instituto de Psiquiatria Doutor Antonio Carlos Pacheco e Silva (IPq)
Assunto(s):Transtornos mentais  Transtorno bipolar  Lítio  Centros comunitários de saúde mental  Serviços de saúde mental  Política de saúde  Saúde pública 
Publicação FAPESP:https://media.fapesp.br/bv/uploads/pdfs/Pesquisa...publicas_139_117_117.pdf

Resumo

O TAB é um quadro nosológico consistente e suas síndromes são bem identificadas, permitindo diagnóstico precoce e confiável. Os tratamentos disponíveis são eficazes, tanto para as fases agudas quanto para a prevenção de recaídas, com sucesso estimado em 80% dos casos (APA 1996). O uso do lítio resultou em economia de 145 bilhões de dólares no EUA desde 1979, devido à redução de suicídios, divórcios, acidentes de carro, atos violentos e perda de produtividade (apud FIEVE 1999). Ele ainda é subutilizado na rede pública brasileira. A intervenção precoce e eficaz é essencial para a prevenção de morbidade e de internações desses pacientes. Isso faz com que ocorram poucas internações de clientes de clínicas especializadas e centros universitários de excelência, em comparação com o grande número de internações na rede pública em geral. De fato, dados do SUS indicam que mais de 10 mil Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) por ano no Estado de São Paulo são devidas ao TAB (CID-10 F30 e F31). Este projeto visa testar a eficiência de um novo modelo de acompanhamento de longo prazo de portadores de TAB na rede pública, baseado na detecção e contato precoces com centros de referências capacitados a intervir imediatamente com vistas a abortar recaídas e prevenir morbidade e internações. O sistema consiste na criação e treinamento de unidades operacionais que se responsabilizariam pelo atendimento em regiões onde residam os portadores identificados pelas entidades parceiras a partir de internações ou de outras formas de atendimento, ou encaminhamentos diretamente ao projeto. Na grande maioria das regiões, o Estado de São Paulo ainda não dispõe de profilaxia com lítio de forma sistemática e eficiente. Esta etapa do projeto visa analisar o impacto da prevenção secundária no ônus pessoal, social, colaborativo e econômico da doença. Se bem sucedido, o estudo será ampliado para outras regiões e proposto como um programa permanente de governo, em parceria com a universidade e associações de familiares e pacientes. (AU)

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