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Comportamento e organização social do preá Cavia magna (Rodentia: Caviidae)

Processo: 12/13031-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 28 de fevereiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Comportamento Animal
Pesquisador responsável:Patrícia Izar
Beneficiário:Patrícia Izar
Instituição-sede: Instituto de Psicologia (IP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Socioecologia  Etologia  Organização social  Roedores  Comportamento social 

Resumo

A socioecologia estuda a diversidade dos sistemas sociais a partir dos princípios da ecologia comportamental. Roedores são bons modelos para o estudo da diversidade de sistemas sociais por apresentarem elevada variação no comportamento social, que pode ser uma adaptação selecionada no passado evolutivo e/ou uma resposta adaptativa ao contexto ecológico atual. Estudar preás para investigar a flexibilidade da organização social é relevante porque, apesar deles explorarem vários ambientes diferentes, podem apresentar certa rigidez comportamental. Nesse contexto, a hipótese que pretendemos avaliar é que a organização social dos preás Cavia magna Ximenez, 1980, um herbívoro pouco estudado encontrado do Norte do Uruguai ao Sul do Brasil, depende de determinantes ecológicos atuais, sendo uma resposta adaptativa. A hipótese alternativa é que a organização social é uma resposta adaptada, limitada por normas de reação selecionadas no passado. Os preás serão observados em uma área urbana costeira, dentro do campus do Instituto Federal de Santa Catarina (IF-SC), em Florianópolis. Esse local apresenta isolamento da população em área pequena e com pouco risco de predação, isto é uma área semelhante ao habitat insular. Coletaremos dados sobre interações sociais, distâncias interindividuais durante forrageio, padrão de agrupamento e razão sexual que serão comparados com dados de C. intermedia, do arquipélago Moleques do Sul, uma espécie que provavelmente derivou de C. magna e que apresenta adaptações ao habitat insular. Após a análise dos dados e da comparação das espécies, discutiremos o quanto o comportamento e organização social dos preás é adaptativo e o quanto é adaptado, possibilitando rejeitar ou não nossa hipótese. (AU)

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