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Mark t Madsen | University Iowa - Estados Unidos

Processo: 06/07048-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 09 de abril de 2007 - 20 de abril de 2007
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Biomédica - Engenharia Médica
Pesquisador responsável:Paulo Roberto Costa
Beneficiário:Paulo Roberto Costa
Pesquisador visitante: Mark T. Madsen
Inst. do pesquisador visitante: University of Iowa, Estados Unidos
Instituição-sede: Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Medicina nuclear  Proteção radiológica  Dosimetria  Tomografia por emissão de pósitrons 

Resumo

A tomografia por emissão de pósitrons, conhecida pela sigla PET (de Positron Emission Tomography), é uma modalidade de imagens da Medicina Nuclear e, como tal, está relacionada à obtenção de informações fisiológicas ou metabólicas do corpo humano, através da administração de radiofármacos. A grande vantagem associada à PET é o fato de os radionuclídeos emissores de pósitron serem de elementos naturalmente presentes em sistemas vivos, como o 11C, 13N, 15O e 18F, possibilitando a marcação de moléculas biológicas específicas para identificar tumores, sítios de atividades corticais, diferenciar demências de naturezas distintas, avaliar a viabilidade de músculos cardíacos, etc. No Brasil, esta modalidade de imagem foi introduzida em 1998, quando a primeira câmara PET/SPECT foi instalada no Instituto do Coração (InCor), no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC/FMUSP). Em 2002, o Centro de Medicina Nuclear do Instituto de Radiologia do HC/FMUSP recebeu uma outra câmara PET/SPECT, enquanto que o primeiro tomógrafo dedicado PET era instalado no InCor. O Instituto de Física da USP também participou ativamente desta fase, colaborando tanto em aspectos relacionados com o controle de qualidade dos equipamentos, reconstrução tomográfica e processamento, como em formação de recursos humanos, através de palestras e cursos. Atualmente, existem doze sistemas PET/CT e um sistema PET em operação, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Brasília e Salvador, sendo somente dois em instituições públicas (InCor-HC/FMUSP e Hospital do Câncer de São Paulo). Historicamente, a produção de radionuclídeos só é permitida a instituições vinculadas à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), imposta pela Constituição Brasileira. Por isso, somente o IPEN/CNEN-SP e o IEN/CNEN-RJ possuem cíclotrons e instalações necessárias para a produção do único radiofármaco usado em estudos de PET, a fluordeoxiglicose marcada com flúor-18 ((18F)FDG). Isso se deve ao fato de este radionuclídeo emissor de pósitron ter uma meia-vida física de 110 minutos, mais longa que a dos outros emissores, o que permite o seu transporte dos centros produtores aos locais onde será utilizado. Contudo, a partir da publicação da Emenda Constitucional nº 49, de 08 de fevereiro de 2006, que trata da Produção, Comercialização e Utilização de Radioisótopos de Meia-Vida Curta, para Usos Médicos, Agrícolas e Industriais, o monopólio da união para a produção de radionuclídeos de meia-vida física curta, incluindo o flúor-18, foi levantado, viabilizando a instalação de clíclotrons de pequeno porte, destinados a produzir radionuclídeos emissores de pósitrons, junto ou próximo aos hospitais com centros PET. Este cenário nacional não é diferente do que vem ocorrendo em outras partes do mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, o problema da execução de projetos de blindagem específicos para unidades de PET foi tratado por um grupo de trabalho formado pela Associação Americana de Físicos em Medicina (AAPM) e resultou em uma publicação (Med. Phys. 33(1), 2006) que servirá de base para a condução da visita científica que está sendo proposta no presente projeto. O Prof. Mark Madsen, foi o chairman deste grupo de trabalho e está sendo convidado para atuar como pesquisador visitante durante um período de duas semanas no IEE/USP-São Paulo. Durante este período o Prof. Madsen estará ministrando um Curso de Difusão, juntamente com outros professores de renome. A visita do Prof. Madsen deverá propiciar o aprofundamento desta discussão sobre metodologias de cálculos de blindagem para instalações diagnósticas, uma vez que pouco se conhece sobre o comportamento dos materiais nacionais quando submetidos a fótons com energias correspondentes ao processo de aniquilação de pósitrons (511 keV). (AU)

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