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Esboços da nossa modernidade: Octávio Gabus Mendes e o cinema

Resumo

Estudar a obra cinematográfica de Octávio Gabus Mendes (1906-1946), crítico e diretor de filmes entre os anos 20 e início dos anos 30 é o objetivo deste trabalho. Gabus Mendes produziu apenas três filmes, dos quais só nos resta hoje 'Mulher' de 1932, e depois enveredou pelo rádio. Entretanto, a inventividade, a ousadia formal e a crítica social embutidas no filme tomam o seu resgate obrigatório. É por filiar-se a uma forma nova e essencialmente cinematográfica que homens como Gabus Mendes, Humberto Mauro e Adhemar Gonzaga procuram criar o que entendiam ser uma 'imagem brasileira', preocupação presente na construção da nação que se empreendia já na República Velha e depois do Movimento de 1930. Usaremos o cinema como fonte da história, procurando avançar também no conhecimento e na crítica da história e da historiografia do cinema brasileiro. Por outro lado, como as caracterizações e as ousadias temáticas contidas no filme se avizinham da literatura popular praticada na época por Benjamim Costallat, João de Minas e Théo Filho, procuraremos comparar os filmes a essa literatura, resgatando também certos escritores varridos pelo movimento modernista. Como Gabus Mendes foi também correspondente de Cinearte em São Paulo, a análise de seus artigos nos fornecerá não só sua visão sobre o cinema em geral e o brasileiro em particular, como também a crônica cinematográfica da cidade no final dos anos 20. (AU)

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