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Degradação de 4 - nonilfenol, 4 - octilfenol e bisfenol A por ação de enzimas oxidativas fúngicas

Resumo

A contaminação das águas naturais por Interferentes Endócrinos é uma crescente preocupação da comunidade científica devido à capacidade desses poluentes provocarem danos no sistema endócrino de seres vivos, ainda que em concentrações muito baixas. Dentre os principais Interferentes Endócrinos (IE) descritos em literatura, o Bisfenol A e os surfactantes não iônicos Octilfenol e Nonilfenol são largamente utilizados na composição de várias substâncias tóxicas e estão envolvidos em processos industriais potencialmente poluidores. A utilização de microrganismos capazes de degradar ou reduzir os Interferentes Endócrinos parece ser uma ferramenta biotecnológica vantajosa às existentes. Os fungos, conhecidos como microrganismos degradadores, se destacam por produzir enzimas capazes de oxidar compostos químicos tóxicos. O estudo tem por objetivo selecionar fungos capazes de produzir enzimas oxidativas que promovam a degradação dos surfactantes 4 - Nonilfenol e 4 - Octilfenol e de Bisfenol A, avaliando a sua eficiência na redução da atividade estrogênica, além de promover o processo de purificação das enzimas envolvidas no tratamento, para uma futura aplicação na descontaminação das águas naturais. Visando atender os objetivos propostos, a execução desse projeto está dividida em quatro etapas principais, sendo: Seleção dos Microrganismos, Tratamento dos IE, Avaliação do Tratamento e Purificação Enzimática. Os ensaios de seleção dos microrganismos e tratamento dos DE serão realizados em condição de agitação orbital e estática, onde será analisada a produção das enzimas: Lacase, Manganês Peroxidase e Lignina Peroxidase. A atividade estrogênica das amostras tratadas será avaliada por meio dos testes YES (Yeast Estrogenic Screen) e de Proliferação de Células Humanas Mamárias de Câncer (MCF 7 Cell Proliferation Assay of Estrogenic Activity) para posteriormente, serem submetidas a cromatografia líquida de alta eficiência, compreendendo esta a etapa de tratamento dos IE. A purificação e caracterização enzimática dos extratos produzidos na etapa anterior ocorrerão com a aplicação da enzima dialisada na coluna de celulose de troca aniônica - DEAE. Um ensaio de comprovação da viabilidade e aplicabilidade da ferramenta biotecnológica desenvolvida será feito utilizando das mesmas concentrações dos IE propostas no estudo. Assim, espera-se alcançar resultados significativos quanto à redução e até remoção das concentrações iniciais dos contaminantes, pois em testes preliminares em meio de cultura sólido, os fungos do estudo apresentaram adaptabilidade na presença desses contaminantes. Considerando que as águas superficiais são fontes de abastecimento público, o presente trabalho tem a intenção de proporcionar informação para que uma solução ambiental de descontaminação seja possível. (AU)

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