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Desenvolvimento de corpo de prova e dispositivo para avaliação da eficiência mastigatória

Resumo

A avaliação da eficiência mastigatória é um diagnóstico importante nas áreas da odontologia, fonoaudiologia e cirurgia dentofacial. Em sua grande maioria, os diagnósticos não são realizados de forma pontual, sendo necessário o acompanhamento do progresso do paciente a médio e longo prazo. Isso significa que uma avaliação efetivamente útil e confiável requer a utilização de materiais que apresentam características constantes ao longo do tempo, em um ensaio capaz de gerar resultados quantitativos. O método considerado padrão para este ensaio faz uso de alimentos in natura e requer a utilização de tamises para avaliar o nível de fragmentação dos alimentos, fazendo com que apresente reprodutibilidade limitada e reduzida aplicação na prática clínica. O desenvolvimento de ensaios colorimétricos utilizando materiais sintéticos tornou possível a realização desta avaliação de forma mais objetiva. Sob essa perspectiva, a Fase 1 do projeto Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) contemplou a avaliação de sistemas particulados contendo corante, com características de dureza e fragmentação adequadas à liberação de corante de forma proporcional à força aplicada. Foi demonstrada a viabilidade técnica e científica de produção de “beads" e "pellets" (corpos de prova) mediante a utilização de métodos escalonáveis. Os corpos de prova serão acondicionados em cápsulas de PVC (dispositivo). Entretanto, para a produção e comercialização, alguns desafios técnico-científicos ainda precisam ser vencidos. A presente proposta tem como objetivo a consolidação destes estudos e, para tal, é necessário validar todos os processos envolvidos em sua obtenção. As partículas serão avaliadas quanto ao seu tamanho, dureza e fragmentação. O comportamento dos dispositivos será verificado em ensaios in vitro de mastigação e será construída uma tabela que relacione cor e força de mastigação, a qual poderá viabilizar a aplicação do ensaio na rotina clínica. Em voluntários será validada sua aplicabilidade e verificada a variabilidade da técnica. A manutenção das características físicas e do desempenho das partículas durante seu prazo de utilização será verificada em ensaios de estabilidade. (AU)

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