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Effects of Perilipin (PLIN) Gene Variation on Metabolic Syndrome Risk and Weight Loss in Obese Children and Adolescents

Processo: 09/08472-3
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de julho de 2009 - 31 de maio de 2010
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Sandra Mara Ferreira Villares
Beneficiário:Sandra Mara Ferreira Villares
Instituição Sede: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Perda de peso  Crianças e adolescentes  Endocrinologia  Síndrome metabólica 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Crianças e Adolescentes | obesa | perda de peso | Perilipina | Plin | Síndrome Metabólica | Endocrinologia

Resumo

Introdução: Perilipina, a proteína mais abundante no adipócito, tem um papel importante na regulação da lipólise intracelular. Polimorfismos genéticos no lócus da perilipina (PLIN) foram estudados e associados em populações diferentes à obesidade e aos riscos de alterações dos fatores da síndrome metabólica (SM). Objetivo: Avaliamos crianças e adolescentes obesos (CAO) antes e após tratamento multidisciplinar com reeducação alimentar e estimulo a pratica de atividade física, por um período de 20 semanas. Estudamos a associação entre SNPs (Polimorfismos de um Único Nucleotídeo) e dados antropométricos e metabólicos, como também a resposta à perda de peso apos a intervenção.Metodologia: 234 CAO (idade 10,7±1.3 anos) (IMC 30,4±4,4 kg/m2; ZIMC 2,31±0,4) foram avaliados. As genotipagens dos SNPs PLIN1 6209T>C, PLIN4 11482G>A, PLIN5 13041A>G, e PLIN6 14995A>T foram realizadas através de PCR em Tempo Real. A ingestão alimentar foi calculada pelo método de registro da ingestão de três dias. SM foi avaliado pelos critérios do IDF.Resultados: As freqüências dos alelos: PLIN1, 0,48; PLIN4, 0,30; PLIN5, 0,38 e PLIN6, 0,26. foram semelhantes às outras populações; PLIN 1 e PLIN 4 mostraram um desequilíbrio de ligação (DL) (D'=0,999, r=0,67). Antes da intervenção, não houve diferenças nas medidas antropométricas, porém a presença do alelo A no PLIN4 foi associada a: triglicérides mais elevados (108±48 vs 88±40mg/dL P= 0,01), HDL-C mais baixo (41±9 vs 44±10mg/dL P=0,03) e HOMA-IR maior (4,0± 2,3 vs 3,5±2,1 P=0,015). A presença do alelo A no PLIN4 associou-se a um risco maior de SM (ajustado por idade e sexo; 2,4 (95% CI 1,1-4,9) para heterozigoto e 3,5 (95% CI 1,2-9,9) para homozigoto). Os resultados do PLIN1 foram semelhantes devido ao DL. Após intervenção, a presença do alelo T no PLIN6 foi associada a uma resposta melhor na perda de peso (3,3±3,7 vs 1,9±3,4 kg; P=0,002) e uma maior perda de ZIMC (0,23±0,18 vs 0,18±0,15; P=0,003). Não houve associações com PLIN5.Discussão: Esse estudo mostrou a influência da presença do alelo A no PLIN4 sobre o risco de ter SM em crianças e adolescentes obesas similares em termos antropométricos e de ingestão alimentar. Foi mostrado também que a presença do alelo T no PLIN6 influencia uma melhor resposta de perda de peso durante intervenção multidisciplinar. Conclusões Esses resultados sugerem que os polimorfismos da Perilipina têm influência nas comorbidades associadas à obesidade e podem ajudar as estratégias aplicadas no tratamento multidisciplinar em crianças e adolescentes obesos. (AU)

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