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Caracterização das vias de morte neuronal induzida pela metilecgonidina, produto da pirólise da cocaína, e seu envolvimento na farmacodependência

Resumo

O consumo de cocaína na forma de crack vem aumentando nos últimos anos, superando as demais vias de administração. A obtenção quase imediata de efeitos e a maior facilidade de uso, que dispensa a necessidade de material injetável, contribuem para esse fato. No entanto, o usuário de crack sofre os efeitos não só da cocaína, mas também de seu produto de pirólise, a metilecgonidina (AEME). O potencial neurotóxico da cocaína já está bem estabelecido, entretanto, pouco se sabe a respeito dos efeitos da AEME tanto em relação à sua neurotoxicidade quanto à sua participação no processo de dependência. Estudos in vitro realizados pelo nosso grupo demonstraram que a AEME aparenta ser mais neurotóxica que a cocaína, já que concentrações mais baixas levaram à morte neuronal. Nesse mesmo estudo, foi evidenciado um efeito de associação entre a cocaína e AEME após 48 horas de exposição, indicando que o usuário de crack pode estar exposto a uma maior neurotoxicidade que o usuário de cocaína pelas demais vias de administração. Dando continuidade a este trabalho, o projeto de mestrado pretende investigar os mecanismos envolvidos na morte neuronal, ou seja, as vias que sinalizam para apoptose e necrose e o de doutorado investigar a contribuição da AEME na farmacodependência, visando elucidar se esta substância está envolvida, juntamente com a cocaína, no grande potencial devastador quando se utiliza o crack. (AU)

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Publicações científicas (4)
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
TAMBORELLI GARCIA, RAPHAEL CAIO; TORRES, LARISSA LOBO; MUNHOZ DATI, LIVIA MENDONCA; DE MELO LOUREIRO, ANA PAULA; AFECHE, SOLANGE CASTRO; LOPES SANDOVAL, MARIA REGINA; MARCOURAKIS, TANIA. Anhydroecgonine methyl ester (AEME), a cocaine pyrolysis product, impairs glutathione-related enzymes response and increases lipid peroxidation in the hippocampal cell culture. TOXICOLOGY REPORTS, v. 6, p. 1223-1229, 2019. Citações Web of Science: 0.
TAMBORELLI GARCIA, RAPHAEL CAIO; TORRES, LARISSA HELENA; BALESTRIN, NATALIA TRIGO; ANDRIOLI, TATIANA COSTA; FLORIO, JORGE CAMILO; RODRIGUES DE OLIVEIRA, CAROLINA DIZIOLI; DA COSTA, JOSE LUIZ; YONAMINE, MAURICIO; LOPES SANDOVAL, MARIA REGINA; CAMARINI, ROSANA; MARCOURAKIS, TANIA. Anhydroecgonine methyl ester, a cocaine pyrolysis product, may contribute to cocaine behavioral sensitization. Toxicology, v. 376, n. SI, p. 44-50, FEB 1 2017. Citações Web of Science: 7.
TAMBORELLI GARCIA, RAPHAEL CAIO; MUNHOZ DATI, LIVIA MENDONCA; TORRES, LARISSA HELENA; ALENCAR DA SILVA, MARIANA AGUILERA; BERTO UDO, MARIANA SAYURI; FRANCIS ABDALLA, FERNANDO MAURICIO; DA COSTA, JOSE LUIZ; GORJAO, RENATA; AFECHE, SOLANGE CASTRO; YONAMINE, MAURICIO; NISWENDER, COLLEEN M.; CONN, P. JEFFREY; CAMARINI, ROSANA; LOPES SANDOVAL, MARIA REGINA; MARCOURAKIS, TANIA. M-1 and M-3 muscarinic receptors may play a role in the neurotoxicity of anhydroecgonine methyl ester, a cocaine pyrolysis product. SCIENTIFIC REPORTS, v. 5, DEC 2 2015. Citações Web of Science: 4.
TAMBORELLI GARCIA, RAPHAEL CAIO; MUNHOZ DATI, LIVIA MENDONA; FUKUDA, SUELEN; LOBO TORRES, LARISSA HELENA; MOURA, SIDNEI; DE CARVALHO, NATHALIA DELAZERI; CARRETTIERO, DANIEL CARNEIRO; CAMARINI, ROSANA; LEVADA-PIRES, ADRIANA CRISTINA; YONAMINE, MAURICIO; NEGRINI-NETO, OSVALDO; FRANCIS ABDALLA, FERNANDO MAURCIO; LOPES SANDOVAL, MARIA REGINA; AFECHE, SOLANGE CASTRO; MARCOURAKIS, TANIA. Neurotoxicity of Anhydroecgonine Methyl Ester, a Crack Cocaine Pyrolysis Product. TOXICOLOGICAL SCIENCES, v. 128, n. 1, p. 223-234, JUL 2012. Citações Web of Science: 21.

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