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Estudo do perfil cognitivo de crianças recém-ingressas na escola

Resumo

Sabemos hoje que procedimentos de aprendizagem produzem mudanças estruturais e funcionais em células nervosas, bem como sobre a importância que diversas estruturas cerebrais têm para o processo de ensino e aprendizagem. Do ponto de vista bioquímico, é conhecido o papel dos neurotransmissores sobre o desempenho das funções cognitivas superiores, tais como a aprendizagem e memória. Considerando aspectos genéticos, igualmente muito estudados, são muito bem descritos os impactos de Síndromes e doenças genéticas sobre habilidades cognitivas. Além destes fatores, também se sabe hoje, sobre a interferência de fatores exógenos no desenvolvimento, sendo a intersecção destes dois fatores (endógenos e exógenos) tema de grande interesse para os geneticistas comportamentais.Os avanços em neurociências proporcionaram uma maior compreensão sobre processos cognitivos evolutivos e involutivos, hoje se sabe muito mais sobre o processo de sinaptogênese (a formação de conexões sinápticas entre os neurônios), sabe-se que um bebê possui muito mais neurônios e conexões neurais que um adulto, que os neurônios se conectam uns aos outros e que aquelas conexões que não forem estimuladas acabam por "desaparecer". Esta ideia reforça o argumento de Vygotsky sobre ter um papel crucial sobre o comportamento e o desenvolvimento de funções psicológicas. Segundo este autor, a formação das funções superiores é um processo decorrente de um processo de internalização mediada pela cultura. Assim sendo por que não pensar que na escola, sobretudo nas séries inicias há um confronto de formas de pensamentos decorrente das diferentes inserções sociais dos alunos. O objetivo deste estudo é identificar características cognitivas e psicomotoras de crianças de diferentes classes sociais, não como uma forma de julgamento de superioridade ou inferioridade, mas sim como uma forma de descrever com maiores detalhes as diferenças de habilidades decorrentes da experiência sociocultural prévia da criança. Para tanto, serão selecionadas, 120 crianças com idades entre 6-7 anos recém ingressas na educação formal (1º ano), divididas de acordo com classe social, classificada com base no ABIPEME. Serão utilizados questionários, testes cognitivos e provas psicomotoras para a avaliação da criança recém ingressa na escola. (AU)

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