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Promoção da saúde em instituição de longa permanência para idosos: proposta para o estabelecimento da "ILPI amiga do idoso"

Resumo

O cuidado a idosos dependentes ao longo da história tem se dado no âmbito familiar. Devido às mudanças ocorridas na composição e na conformação das famílias brasileiras nas últimas décadas, a disponibilidade de cuidadores familiares tem diminuído paulatinamente, ao mesmo tempo em que o número de idosos tem crescido significativamente. Assim, as instituições de longa permanência (ILPI) têm se tornado uma opção de cuidado a idosos mais dependentes dada a quase inexistência de opções de equipamentos ou programas de apoio ao cuidado a idosos em seus domicílios. O Projeto Global Cidades Amigas dos Idosos da OMS, tem por base o Envelhecimento Ativo e seus pilares: saúde, segurança e participação e no estado de São Paulo está sendo desenvolvido, com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde, em vários municípios e em seus desdobramentos: bairros, hospitais e unidades básicas de saúde. A partir do presente projeto, serão incluídas as instituições de longa permanência para idosos (ILPI) e pretende-se que suas ações se estendam aos familiares dos residentes e às comunidades em que estão inseridas. Para a avaliação de ILPI, diversas secretarias estaduais e municipais de saúde elaboraram roteiros de inspeção sanitária desses estabelecimentos. Entretanto, diferentemente dos hospitais gerais e dos hospitais de retaguarda, as ILPI se caracterizam por ser local de moradia desses idosos. Nelas devem ser cuidados em suas necessidades básicas de vida diária e de saúde além de prevenção de incapacidades ou ainda de reabilitação e de desenvolvimento de atividades de ocupação do seu tempo livre. Assim, há necessidade de se Estabelecer padrões para a implantação de "ILPI amiga do idoso", no que diz respeito a estrutura física e acessibilidade, respeito e inclusão social, comunicação, participação e gestão do cuidado. Tendo por base os princípios da Promoção da Saúde, do Envelhecimento Ativo e dos conceitos do Projeto Global de Cidades Amigas das Pessoas Idosas desenvolvida pela OMS; identificar e analisar as percepções, expectativas, dificuldades, facilidades e demandas de idosos residentes em ILPI, familiares/ amigos de residentes em ILPI, trabalhadores, voluntários, comunidade do entorno das ILPI e outras pessoas que as frequentam em relação a: estrutura física e acessibilidade, respeito e inclusão social, comunicação, participação e gestão do cuidado. Método: Serão realizadas entrevistas individuais aos gestores e residentes das instituições e grupos focais com familiares, trabalhadores, voluntários e comunidade do entorno de duas ILPI localizadas na região sul do município de São Paulo. As falas serão gravadas, transcritas e analisadas segundo a análise de conteúdo temática proposta por Bardin. Para se conhecer o cotidiano das instituições, a observação participante será realizada. Os resultados subsidiarão a elaboração de um diagnóstico em relação à estrutura física e acessibilidade, à gestão do cuidado, à participação e inclusão e à comunicação de cada uma das ILPI pesquisadas, assinalando pontos a serem melhorados e aqueles que devem ser mantidos e reforçados. Elaboração de um plano de intervenção nas ILPI em conjunto com a gerência das ILPI com vistas a torná-las mais amigáveis ao idoso. Espera-se ainda que este estudo subsidie a elaboração de critérios para a definição de uma ILPI amiga do idoso, de acordo com a legislação vigente e as expectativas dos sujeitos da pesquisa e as bases teóricas e legais relativas ao funcionamento desse tipo de instituição no Brasil, e a elaboração de proposta de cheklist das características essenciais para o estabelecimento de uma ILPI amiga do idoso e de um manual para a implantação da ILPI amiga do idoso. (AU)

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