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Correlação de marcadores imunohistoquímicos na sobrevivência de pacientes com adenocarcinoma da ampola de Vater tratados com intenção curativa

Resumo

As neoplasias da ampola de Vater são pouco frequentes e apresentam uma taxa de ressecabilidade maior que dos demais adenocarcinomas periampulares (pâncreas, duodeno e colédoco). Entretanto, tumores com mesmo estadio e com fatores prognósticos similares nem sempre evoluem de forma semelhante após a cirurgia, havendo doentes com longa sobrevida e outros com recidiva precoce da doença, o que sugere a necessidade de marcadores prognósticos adicionais. A patogênese molecular das neoplasias ampulares ainda não está bem esclarecida. Várias alterações cromossômicas já foram demonstradas nestes tumores, como mutações dos genes K-ras, APC e p53, perdas cromossômicas nos genes 17p e 18q e a ocorrência de instabilidade de microssatélites. Entretanto, os resultados dos diversos estudos são muito heterogênios e conflitantes, uma vez que os adenocarcinomas da ampola de Vater podem originar-se a partir do epitélio simples mucinoso biliopancreático ou do epitélio intestinal da papila duodenal. Utilizando-se marcadores imunohistoquímicos podemos realizar uma diferenciação mais precisa entre esses tipos. O presente estudo visa encontrar marcadores prognósticos adicionais ao estadiamento dos pacientes operados por neoplasias ampulares através de exames imunohistoquímicos e expressão gênica de alterações cromossômicas. (AU)

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