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Associação de antifúngicos com mecanismos inibitórios da imunossupressão na Paracoccidioidomicose: depleção de Células Mieloides Supressoras (MDSCs) e inibição dos receptores de checkpoint PD-1 e CTLA-4.

Processo: 23/15407-0
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2024 - 30 de abril de 2026
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Flávio Vieira Loures
Beneficiário:Flávio Vieira Loures
Instituição Sede: Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São José dos Campos. São José dos Campos , SP, Brasil
Pesquisadores associados: Filipe Nogueira Franco ; Nycolas Willian Preite ; Vera Lucia Garcia Calich
Assunto(s):Antifúngicos  Imunossupressão  Imunoterapia  Paracoccidioidomicose  Micoses 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Antifungicos | Células Mieloides Supressoras - MDSCs | CTLA-4 e PD-1 | Imunossupressão | imunoterapia | paracoccidioidomicose | Micoses

Resumo

Na paracoccidioidomicose (PCM), a micose sistêmica mais prevalente na América Latina, estudo prévios revelaram que a imunidade dos hospedeiros é regulada por diversos mecanismos supressores mediados por células dendríticas plasmocitoides, células T reguladoras, células mieloides supressoras (MDSCs), assim como, por moléculas inibitórias como CTLA-4 e PD-1. A imunoterapia com anticorpos monoclonais tem se destacado como uma abordagem terapêutica eficaz no tratamento de alguns tipos de tumores, distúrbios imunológicos, e mais recentemente, também têm mostrado potencial no combate às doenças infecciosas, ampliando a eficácia das drogas antimicrobianas existentes. Estudos têm demonstrado que inibidores de checkpoints imunológicos, como os direcionados aos receptores PD-1 ou CTLA-4, podem modificar o curso de infecções fúngicas, promovendo uma resposta imune mais efetiva e reduzindo a gravidade da infecção. Em estudo prévio, pudemos demonstrar que o bloqueio do CTLA-4 e do PD-1 reduziu a carga fúngica de órgãos afetados, limitou a extensão as lesões pulmonares e aumentou a sobrevida dos animais tratados através do fortalecimento de respostas imunológicas protetoras. Em relação às MDSCs, a administração de 5-Fluorouracil (5-FU), um medicamento quimioterápico, promoveu depleção parcial, porém seletiva de MDSCs em camundongos infectados pelo fungo, o que resultou em uma doença controlada, com reduzida carga fúngica em órgãos-alvo e maior tempo de sobrevida dos animais. A melhora da doença esteve associada com aumento de repostas imunológicas do tipo Th1 e Th17. Agora, pretendemos estabelecer um processo imunoterapêutico na PCM envolvendo a inibição das MDSCs ou das moléculas CTLA-4 e PD-1, em associação com antifúngicos, com o intuito de reverter a imunossupressão característica desta infecção crônica e promover a cura de hospedeiros. Para tanto, camundongos C57BL/6 serão inoculados com 1x106 leveduras do Paracoccidioides brasiliensis, e primeiramente serão testadas diferentes concentrações de anfotericina B, fluconozol ou itraconazol a fim de estabelecer o melhor antifúngico em nosso modelo murino. A seguir, o antifúngico será usado em associação ou não com anti-CTLA-4, ou com anti-PD1, ou ainda com 5-FU. Após 8 semanas de infecção, sendo as últimas duas semanas em tratamento, os animais serão avaliados quanto à gravidade da doença por UFC, histopatologia e morbidade. Adicionalmente, serão empregados ensaios de ELISA, para a caracterização de citocinas, e citometria de fluxo, para a fenotipagem dos leucócitos que migram para os pulmões, a fim de verificar a resposta imunológica decorrente da utilização desse novo processo imunoterápico. Em protocolo adicional, os animais serão também avaliados quatro semanas após o término dos tratamentos. Desta forma, pretendemos desenvolver um protocolo que visa interromper a progressão da doença através do controle do crescimento fúngico associado à restauração da resposta imunológica que, em conjunto, poderão resultar em melhora significativa ou mesmo cura desta infecção crônica. (AU)

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