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A autópsia como instrumento para o estudo do adoecimento e das desigualdades em saúde no espaço urbano

Processo: 22/06944-0
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de março de 2024 - 28 de fevereiro de 2029
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Marisa Dolhnikoff
Beneficiário:Marisa Dolhnikoff
Instituição Sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesquisadores principais:
Luiz Fernando Ferraz da Silva ; Thais Mauad
Pesquisadores associados: Amaro Nunes Duarte Neto ; Ana Luiza de Souza Bierrenbach ; Carlos Leite de Souza ; Carmen Diva Saldiva de André ; Carolina Demarchi Munhoz ; Catia Martinez Minto ; Claudia da Costa Leite ; Francisco Eduardo Gontijo Guimaraes ; Francisco Marcelo Monteiro da Rocha ; Kátia Cristina Dantas ; Ligia Vizeu Barrozo ; Lucia da Conceição Andrade ; Lucia Pereira Barroso ; Maria Concepción García Otaduy ; Maria da Graça Morais Martin ; MARIA DE FATIMA MARINHO DE SOUZA ; Mariana Matera Veras ; Paulo Afonso de André ; Paulo Hilário Nascimento Saldiva ; Roberta Diehl Rodriguez ; Sebastião Pratavieira
Assunto(s):Autopsia  Cidades  Fisiopatologia  Epidemias  Desigualdades em saúde  Espaço urbano 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:adoecimento | Autópsia | cidades | epidemia | fisiopatologia das doenças | Medicina - Patologia

Resumo

As autópsias representam instrumento essencial para o aprendizado médico, para o estudo do mecanismo de doenças, para a qualidade da informação de causas de óbito de uma população, e são fundamentais para a avaliação da qualidade do atendimento médico. A modernização do processo de autópsia levou a novas modalidades do método, associando o exame direto do cadáver a exames de imagens (Autópsia Virtuais com tomografia computadorizada, ressonância magnética e ultrassonografia post-mortem) e, mais recentemente, ao desenvolvimento da Autópsia Minimamente Invasiva (AMI) - coleta de tecido por punções post-mortem, e da Autópsia Verbal (AV) - informações clínicas relacionadas ao óbito, obtidas através de questionários padronizados e validados. Nos últimos anos, o Departamento de Patologia da FMUSP tem conduzido projetos que combinam esses diferentes métodos, com possibilidades diversas de aplicação: investigação de doenças epidêmicas (como nas epidemias de Influenza A H1N1 e Febre Amarela, e da pandemia de COVID-19), avaliação da prevalência e distribuição regional de complicações de doenças crônicas, detecção de doenças neoplásicas não diagnosticadas em vida, treinamento de equipes em AMIs para melhoria dos registros de óbitos em regiões sem infraestrutura de autópsia, desenvolvimento e validação de questionários de AV, e ensino médico baseado em autópsias. As desigualdades marcantes da população das grandes cidades estão claramente associadas ao adoecimento. A associação entre desigualdade, espaço urbano e saúde tem sido estabelecida em termos de variações de morbidade e mortalidade ao longo do território. O presente projeto visa expandir o escopo dos estudos espaciais de saúde, incorporando uma base de dados única no mundo, tornada factível pelo grande número de autópsias médicas realizadas pelo Serviço de Verificação de Óbitos da Capital (SVOC), maior serviço de autópsias médicas do mundo. As autópsias e os questionários de AV podem fornecer indicadores de saúde não existentes nas bases de dados atuais, configurando uma oportunidade extremamente vantajosa para compor bancos de dados únicos. O Objetivo Geral da presente proposta é o uso da autópsia como instrumento de investigação de temas essenciais em saúde pública, por meio da avaliação de tecido humano, considerando que tais estudos seriam impossíveis de serem conduzidos in vivo. Apresentamos três Objetivos Específicos principais: 1) A caracterização morfológica dos efeitos sistêmicos a longo prazo da COVID-19, com foco na doença pulmonar e renal, onde os tecidos post-mortem de indivíduos com história prévia de COVID-19 de diferentes gravidades possibilitarão a melhor compreensão dos processos fisiopatológicos e morfológicos de uma doença de importância pública; 2) A utilização da autópsia como instrumento de avaliação de desigualdades urbanas, onde se utilizará a cidade de São Paulo como um "laboratório real" de estudo da vulnerabilidade da população para o adoecimento crônico, investigando a variabilidade espacial e o impacto do ambiente físico e socio-econômico sobre a evolução de doenças crônicas de alta prevalência. Pretendemos realizar um estudo cartográfico para avaliar a qualidade do diagnóstico das neoplasias, dos cuidados com o idoso acamado, da prevalência de doença renal crônica, do manejo adequado do diabetes mellitus, avaliar o papel do tráfego como determinante da variabilidade espacial à exposição à poluição atmosférica, e ainda investigar o papel da poluição no desenvolvimento de doenças neurodegenerativas e na neuroinflamação; 3) A validação do novo instrumento de Autópsia Verbal proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2022, utilizando a autópsia convencional como padrão-ouro. Após validado, esse instrumento será utilizado por qualquer país ou região do mundo que necessite da AV para melhoria dos registros de óbitos. (AU)

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