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Poluentes persistentes em rios amazônicos na região de Manaus/Brasil

Processo: 23/09923-6
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de janeiro de 2024 - 31 de dezembro de 2025
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química
Convênio/Acordo: University of Birmingham
Pesquisador responsável:André Henrique Rosa
Beneficiário:André Henrique Rosa
Pesq. responsável no exterior: Stuart John Harrad
Instituição no exterior: University of Birmingham, Inglaterra
Instituição Sede: Instituto de Ciência e Tecnologia. Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Sorocaba. Sorocaba , SP, Brasil
Assunto(s):Química ambiental  Poluentes orgânicos persistentes  Retardantes de chama bromados  Florestas tropicais  Sedimentos  Amazônia  Água 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:água | Poluentes Orgânicos Persistentes | Química Ambiental | Retardantes de Chama Bromados | sedimento | Química Ambiental

Resumo

A Amazônia possui a maior floresta tropical do mundo, que desempenha um papel fundamental nos ciclos da água e do carbono. Também possui uma extensa biodiversidade em termos de plantas, animais e microorganismos e contém cerca de 15% de toda a água doce do planeta. Por outro lado, a população brasileira na Amazônia aumentou de 8,2 milhões em 1972 para 28,1 milhões de habitantes em 2020 e, consequentemente, as atividades antrópicas decorrentes da urbanização, industrialização e expansão da agricultura, principalmente na região da cidade de Manaus, têm pressionado esse ambiente sensível. Assim, para garantir a sustentabilidade da Amazônia, é fundamental monitorar a qualidade ambiental da região, inclusive em relação à presença de novos contaminantes emergentes globais. Devido à sua resistência à degradação ambiental, alguns desses produtos químicos são extremamente persistentes e, portanto, são coloquialmente conhecidos como "produtos químicos eternos". Aqueles que formarão o foco deste projeto são: PFAS (substâncias per e polifluoroalquil) e BFRs (retardadores de chama bromados). São grupos de contaminantes que, por sua persistência, toxicidade e impactos no meio ambiente e nos organismos vivos, são classificados como poluentes orgânicos persistentes (POPs) pela Convenção de Estocolmo das Nações Unidas, que visa eliminar tais contaminantes. Os PFAS representam uma classe de mais de 4.700 produtos químicos sintéticos que têm sido amplamente utilizados em diferentes produtos, como revestimentos resistentes a água, óleos e graxas. Os BFRs, por outro lado, têm sido usados para atender aos regulamentos de segurança contra incêndio em uma variedade de produtos, como móveis e eletrônicos de consumo, entre outras aplicações. Apesar de suas propriedades industriais atraentes, o uso generalizado de PFAS e BFRs levou à sua presença onipresente em todo o ambiente, incluindo humanos com preocupações resultantes com a saúde. Considerando a importância da preservação da Amazônia para o planeta, é surpreendente que pouco ou nada se saiba sobre a presença desses contaminantes na região. Consequentemente, este projeto irá gerar novos dados sobre a presença de PFAS e BFRs em águas e sedimentos da região da cidade de Manaus. Especificamente, serão coletados água e sedimentos de diferentes rios da região para verificar a influência da área urbana e das atividades industriais nos rios Negro, Solimões e Amazonas. PFAS e BFRs serão quantificados usando LC-MS/MS e GC-MS disponíveis nos laboratórios da Universidade de Birmingham (UoB) e da Universidade Estadual Paulista (UNESP), respectivamente. Os resultados deste projeto inédito terão impacto local, nacional e global, ajudando a formular políticas para proteger a região amazônica. Como um projeto preliminar, os dados gerados funcionarão como uma bomba para propostas de financiamento (por exemplo, NERC, FAPESP) para examinar o impacto de PFAS e BFRs na vida selvagem da Amazônia, que sustentarão a colaboração. Prevemos que este projeto gerará pelo menos uma (provavelmente duas) publicação revisada por pares de alta qualidade. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
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