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Genômica Populacional Humana: uma perspectiva a partir de populações miscigenadas

Processo: 21/14851-9
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de outubro de 2023 - 30 de setembro de 2028
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Diogo Meyer
Beneficiário:Diogo Meyer
Instituição Sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesquisadores principais:
Erick da Cruz Castelli
Pesquisadores associados:Camila Ferreira Bannwart Castro ; Carla Luana Dinardo ; Celso Teixeira Mendes Junior ; Cibele Masotti ; Kelly Nunes ; Michel Satya Naslavsky ; Regina Célia Mingroni Netto
Assunto(s):Genômica  Imunogenética  Genética populacional  População do Brasil  Miscigenação 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:genes HLA | Genética de populações | Genômica | Imunogenética | Populacoes Brasileiras | Genética de Populações

Resumo

A miscigenação entre populações produz genomas que são um mosaico de diferentes ancestralidades, podendo originar novas combinações genotípicas e afetar a diversidade genética. Essa diversidade é um substrato para a evolução adaptativa e pode modular fenótipos, inclusive de doenças. Dessa forma, compreender o impacto genético da miscigenação em populações humanas é de interesse evolutivo e biomédico. Neste projeto, investigaremos as consequências da miscigenação enfatizando dois aspectos: o papel da mistura em populações brasileiras e seu impacto em duas regiões genômicas envolvidas na imunidade: o Complexo Principal de Histocompatibilidade (MHC) e o Complexo de Receptores de Leucócitos (LRC). Nossa pesquisa se estrutura em três temas principais. Primeiro, desenvolveremos ferramentas bioinformáticas capazes de resolver problemas que tipicamente afetam a análise de genes do MHC e LRC, que são consequência da extensa paralogia e alto polimorfismo desses genes. Aplicando nossas ferramentas, faremos um levantamento preciso da variação genética nesses genes em brasileiros e outras populações miscigenadas, discutindo os efeitos da variação para a função dos genes e para transplantes. Segundo, usaremos os dados recém-gerados para investigar como a seleção natural moldou as diferenças entre as populações no MHC e LRC e como a mistura recente contribui para a diversidade desses genes. Terceiro, iremos estender nossa pesquisa das consequências evolutivas da miscigenação além dos genes do MHC e LRC, investigando como a mistura contribui para a prevalência de alelos deletérios e causadores de doenças. Investigaremos especificamente como a miscigenação afeta a severidade da anemia falciforme, a doença mendeliana mais comum no Brasil, que tem se tornado cada vez mais presente em genomas com extensa ancestralidade não africana. Nossa pesquisa contribuirá para o entendimento de como a miscigenação está moldando a diversidade genômica dos brasileiros, um grupo ainda sub-representado em estudos genômicos, e destacará as consequências da miscigenação para os genes envolvidos na imunidade. (AU)

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