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Lesão do glicocálix endotelial após infarto agudo do miocárdio e suas implicações prognósticas no controle do fluxo coronariano microvascular: estudo e sub-estudos EGAMI (Endothelial Glycocalyx in Acute Myocardial Infarction)

Processo: 23/06135-7
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2023 - 31 de agosto de 2025
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Carlos Henrique Miranda
Beneficiário:Carlos Henrique Miranda
Instituição Sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Medicina de emergência  Infarto do miocárdio  Disfunção endotelial  Glicocálix  Fucoidan 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:disfunçao endotelial | Disfunção microvascular | fluxo coronariano | Fucoidan | glicocálix endotelial | Infarto Agudo do Miocardio | Medicina de Emergência

Resumo

O glicocálix endotelial (GE) é formado por proteoglicanos (sindecano, glipicano, CD44) conectados à superfície luminal das células endoteliais interligados à inúmeras moléculas de glicosaminoglicanos (GAGs), como sulfato de heparano, sulfato de condroitina, ácido hialurônico. O GE tem várias funções, destacando-se o controle da permeabilidade vascular, controle da adesão de neutrófilos e plaquetas à superfície endotelial, transdução do sinal para liberação de óxido nítrico. Por outro lado, o infarto agudo do miocárdio (IAM) é a principal causa de mortalidade mundial, e a intervenção coronariana percutânea (ICP) é o tratamento padrão-ouro. Instala-se comprometimento microvascular coronariano após IAM, mesmo com a abertura precoce da artéria coronariana ocluída ou subocluída responsável pelo evento. A obstrução funcional e estrutural microvascular coronariana tem impacto clínico desfavorável, aumentando a mortalidade, a extensão do IAM e o remodelamento ventricular esquerdo. A disfunção endotelial é um dos mecanismos envolvidos nesse processo. Nossa hipótese é que a lesão do GE desempenhe um papel central na instalação da disfunção microvascular após IAM. Métodos: Estudo transversal seguido de coorte prospectiva, no qual serão incluídos 120 pacientes com IAM após a realização de ICP. Eles serão submetidos à videomicroscopia sublingual através do Capiscope Video Capillaroscopy System, cujas imagens serão analisadas pelo software GlycoCheck, que entre outros parâmetros, estima a espessura do GE. Os biomarcadores de lesão do GE (sindecano-1, CD44, ácido hialurônico, sulfato de heparano), de atividade inflamatória (IL-1b, IL-6, TNF-a), de disfunção endotelial (nível de nitritos, trombomodulina, ativador do plasminogênio tecidual) e do estresse oxidativo (TBARS, glutationa reduzida, peróxidos) serão dosados em amostra de sangue. Os pacientes serão seguidos para avaliação de eventos cardiovasculares maiores (MACE) durante um ano. Em um subgrupo de pacientes (N=20) esta avaliação laboratorial será repetida após seis meses. Em outro subgrupo, a ressonância magnética cardíaca será realizada para avaliação da extensão da obstrução da microcirculação coronariana. Também incluiremos um estudo experimental translacional para investigar a ação do fucoidan, um polissacarídeo sulfatado obtido da alga marinha marrom, que é comum na costa brasileira, na preservação do GE, na restauração do fluxo e da microcirculação coronariana em modelo experimental de iquemia-reperfuão miocárdica em coração isolado de ratos perfundidos. (AU)

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