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Avaliação de lateralização funcional no controle das respostas cardiovasculares e comportamental ao medo condicionado ao contexto pelo córtex pré-frontal medial em ratos

Processo: 22/06260-3
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2023 - 31 de janeiro de 2025
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Ricardo Luiz Nunes de Souza
Beneficiário:Ricardo Luiz Nunes de Souza
Instituição Sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Pesquisadores associados:Cristiane Busnardo Santiago ; Fabio Cardoso Cruz ; Leonardo Resstel Barbosa Moraes ; Nuno Jorge Carvalho de Sousa
Assunto(s):Neurofarmacologia  Córtex pré-frontal  Condicionamento do medo  Hormônio liberador de corticotrofina  Resposta do sistema cardiovascular  Ratos  Modelos animais 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:córtex pré-frontal medial | fator de liberação de corticotrofina | Lateralização | medo condicionado | Ratos | Respostas Cardiovasculares | Neurofarmacologia

Resumo

A exposição a eventos estressores vem sendo relacionada com a etiologia de diversas doenças, incluindo doenças cardiovasculares e neuropsiquiátricas como a ansiedade e depressão. Apesar da relevância do tema, os mecanismos neurobiológicos envolvidos nas complicações cardiovasculares e transtornos psiquiátricos induzidos pelo estresse, bem como a possível relação entre essas doenças, ainda são pouco compreendidos. O córtex pré-frontal medial (CPFm) é uma estrutura límbica que está envolvida na expressão de respostas fisiológicas e comportamentais à diversos estressores, incluindo estímulos aversivos condicionados, como aquelas desencadeadas pelo medo condicionado ao contexto (MCC). Um aspecto relevante com relação ao CPFm são as evidências de lateralização funcional no controle das respostas à estímulos aversivos. Nesse sentido, resultados de estudos prévios indicaram que o CPFm direito (CPFmD) parece estar mais diretamente relacionado com a expressão das respostas fisiológicas e comportamentais durante situações de estresse, ao passo que o CPFm esquerdo (CPFmE) teria um papel contra-regulatório ao inibir o CPFmD. Apesar dessas evidências, uma possível lateralização no controle das respostas do MCC pelo CPFm nunca foi documentada. Nesse sentido, uma primeira hipótese a ser testada no presente estudo é que o controle das respostas de congelamento e cardiovasculares do MCC pelo CPFm ocorra de maneira lateralizada. Apesar de ser bem estabelecido o envolvimento do CPFm na expressão das respostas fisiológicas e comportamentais condicionadas no MCC, os mecanismos neuroquímicos locais envolvidos ainda são pouco compreendidos. Neste sentido, foram relatadas no CPFm a presença de peptídeos do sistema do fator de liberação de corticotrofina (do inglês, CRF) em interneurônios gabaérgicos e terminais axônicos, bem como dos receptores CRFérgicos. Apesar das evidências de que estímulos aversivos ativam neurônios que expressam CRF e aumentam a liberação local de CRF no CPFm, um papel desse mecanismo neuroquímico no controle das respostas cardiovasculares e de congelamento do MCC pelo CPFm nunca foi reportado. Desse modo, uma segunda hipótese a ser investigada no presente estudo é que o controle das respostas cardiovasculares e de congelamento do MCC pelo CPFm é mediado pela neurotransmissão CRFérgica local. Nós também avaliaremos o papel da neurotranmissão CRFérgica em uma eventual lateralização do controle das respostas ao MCC pelo CPFm. Por fim, foi também relatado uma lateralização nas consequências morfológicas no CPFm decorrentes da exposição crônica à estímulos estressores, de modo que o CPFmE parece ser mais acometido. É também bem descrito na literatura que a exposição a estressores crônicos antes do treinamento em modelos de condicionamento aumenta a memória de medo e, consequentemente, as respostas defensivas condicionadas. Apesar do envolvimento da neurotransmissao CRFérgica no CPFm na influência do estresse crônico nas respostas aversivas condicionadas nunca ter sido reportado, a hipótese de uma participação desse mecanismo neuroquímico do CPFm é suportada pela evidência prévia de que o aumento na resposta condicionada de congelamento em animais submetidos a um protocolo de estresse crônico variado (ECV) foi acompanhado de elevação nos níveis de RNA mensageiro do receptor CRF1 no CPFm. Assim, uma última hipótese a ser investigada é que a neurotransmissão CRFérgica no CPFm está envolvida nas alterações morfológicas locais e na facilitação das respostas ao MCC decorrentes da exposição prévia a um protocolo de ECV, e essa participação ocorre de maneira lateralizada. (AU)

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