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Efeitos do treinamento físico combinado em mulheres com Câncer de Mama submetidas a quimioterapia

Processo: 21/01424-5
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Jovens Pesquisadores
Vigência: 01 de dezembro de 2022 - 30 de novembro de 2027
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Miguel Soares Conceição
Beneficiário:Miguel Soares Conceição
Instituição Sede: Universidade São Francisco (USF). Campus Bragança Paulista. Bragança Paulista , SP, Brasil
Pesquisadores associados:Andréia de Melo Porcari ; Carlos Ugrinowitsch ; Eva Maria Zopf ; Felipe Cassaro Vechin ; Luís Otávio Zanatta Sarian ; Marcelo Alves da Silva Mori ; Pedro Manoel Mendes de Moraes Vieira ; Sophie Françoise Mauricette Derchain
Auxílios(s) vinculado(s):23/01556-4 - Efeitos do treinamento físico combinado sobre a modulação autonômica cardíaca em mulheres com Câncer de Mama submetidas a quimioterapia, AP.R
Bolsa(s) vinculada(s):23/14615-9 - Efeitos do treinamento combinado no fluxo sanguíneo tumoral em pacientes com câncer de mama, BP.PD
23/02510-8 - Efeito do treinamento combinado, realizado antes do tratamento, no perfil transcriptômico e metabolômico do tumor de mulheres com Câncer de Mama, BP.DD
23/02398-3 - Efeito do treinamento combinado realizado antes do tratamento na proliferação celular e na expressão de c-miRNA do tumor de mulheres com câncer de mama, BP.MS
23/02500-2 - Efeitos do treinamento combinado, realizado antes do tratamento na força, massa muscular e na aptidão aeróbia nas citocinas inflamatórias sistêmicas de mulheres com câncer de mama, BP.MS
Assunto(s):Exercício físico  Treinamento físico combinado  Neoplasias mamárias  Neoplasias  Epigenômica  Quimioterapia 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:câncer | Câncer de mama | epigenética | Treinamento combinado | treinamento físico | Exercício físico e câncer

Resumo

O crescimento tumoral e o tratamento neoadjuvante induzem uma degradação da massa muscular e da aptidão cardiorrespiratória na mulher com Câncer de Mama. Esse prejuízo na massa muscular e na aptidão cardiorrespiratória pode aumentar a toxicidade e diminuir o efeito da quimioterapia. Visto que a realização do treinamento de força e do treinamento aeróbio, chamado de Treinamento Combinado (TC), é uma estratégia eficiente para aumentar a massa muscular e a aptidão cardiorrespiratória, o TC deve ser iniciado antes da quimioterapia para diminuir os seus efeitos adversos. Além disso, é sabido que o tumor consome grandes quantidade de glicose, devido ao seu metabolismo glicolítico. Devido a esse metabolismo, o tumor pode provocar resistência à insulina, afim de direcionar maior quantidade de glicose para seu consumo e aumentar a proliferação. Visto que o TC pode diminuir a quantidade de glicose circulante, é possível sugerir que a diminuição da glicose circulante vai alterar o metabolismo do tumor, tornando-o menos apto a consumir glicose e então diminuir a sua proliferação. Outros mecanismos como a expressão de c-miRNAs pós treinamento físico podem contribuir para diminuir a agressividade do tumor. Objetivos: Determinar o efeito do TC realizado no período entre o diagnóstico do Câncer de Mama e antes do início do tratamento sobre as seguintes variáveis: a) massa muscular, b) força muscular, c) aptidão aeróbia, d) funcionalidade física, e) qualidade de vida, f) níveis de Ki67 no tumor, g) perfil inflamatório sistêmico, h) perfil transcriptômico do tumor, i) perfil metabolômico do tumor, j) perfil níveis basais e a resposta aguda ao exercício da expressão de c-miRNAs. Além disso, determinar o efeito remanescente (após o término do tratamento) do TC nas variáveis: a) massa muscular, b) força muscular, c) potência aeróbia, d) funcionalidade física, e) qualidade de vida, f) níveis basais da expressão de c-miRNAs, g) perfil inflamatório sistêmico e h) toxicidade ao tratamento e i) fadiga relacionada ao câncer. Métodos: Admitindo o erro amostral de no máximo 10%, com um intervalo de confiança igual a 95%, será necessária uma amostra mínima de 100 casos. Assim, 100 mulheres com Câncer de Mama com indicação de quimioterapia neoadjuvante serão alocadas em um dos seguintes grupos: TC antes da quimioterapia (TC, n=50), ou grupo controle (GC, n=50). Em seguida, essas mulheres realizarão, tanto antes do período de TC, como também após, as seguintes avaliações: 1) composição corporal por absorciometria de raios X de dupla energia (DXA); 2) força muscular por meio do teste de uma repetição máxima (1-RM); 3) aptidão cardiorrespiratória por meio do teste direto de consumo máximo de oxigênio (VO2máx); 4) funcionalidade por meio dos testes de sentar e levantar e Timed Up and Go; 05) qualidade de vida por meio do questionário FACT-B; 6) ingesta nutricional por recordatórios alimentares; 7) coletas de sangue e de tumor para análises moleculares. As mesmas avaliações de massa muscular, força muscular, potência aeróbia, funcionalidade física e qualidade de vida, bem como as coletas de sangue, serão realizadas novamente ao final do tratamento para o câncer. Nesse momento, será também realizada a análise de toxicidade e fadiga relacionada ao câncer. Amostras de sangue para as análises moleculares serão coletadas em 6 momentos: 1ª) antes da primeira sessão de TC; 2ª) imediatamente após a primeira sessão de TC; 3ª) antes da última sessão de TC; 4ª) imediatamente após a última sessão de TC; 5ª) 3 dias após as 8 semanas de TC; 6ª) Após o período de tratamento para o câncer. O TC será realizado 3 vezes por semana. O protocolo de TC será composto por treinamento de força (TF: 8 exercícios, 1-3 séries de 8-12 RM a 80-90% de 1-RM e 2 min entre as séries) seguido de treinamento aeróbio (3-4 séries de 3 min a 90% do VO2máx por 3 min de recuperação ativa (30% do VO2máx) no cicloergômetro. (AU)

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