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Bioprospecção de moléculas anticâncer de baixa massa molecular de peçonhas de serpentes do gênero Bothrops

Processo: 22/04804-6
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Programa BIOTA - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2022 - 31 de outubro de 2024
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica
Pesquisador responsável:Suely Vilela
Beneficiário:Suely Vilela
Instituição Sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesquisadores associados:Norival Alves Santos Filho
Assunto(s):Toxicologia  Farmacologia  Antineoplásicos  Desintegrinas  Caracterização estrutural  Caracterização funcional  Serpentes  Bothrops 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Anticâncer | Caracterização estrutural e funcional | desintegrinas | mecanismo de ação | Moléculas de baixa massa molecular | Serpentes do gênero Bothrops | Toxinologia

Resumo

As peçonhas de serpentes são misturas complexas de compostos biologicamente ativos, dentre esses, ainda pouco explorados, estão os compostos de baixa massa molecular, como os peptídeos, componentes orgânicos e lipídeos. Essas moléculas possuem diversificada atividade farmacológica e vêm despertando crescente interesse científico acerca do seu potencial anticâncer. Embora haja diversos relatos de peptídeos de serpentes do gênero Bothrops, estes estudos foram conduzidos apenas sobre os peptídeos potencializadores de bradicinina e C-natriuréticos, acerca de suas atividades hipotensoras (LAMEU et. al, 2013). A composição peptídica destas peçonhas, porém, apresenta 4,72% de desintegrinas e 1,23% de outras classes, como as catelicidinas, que possuem conhecida atividade antitumoral, mas nunca foram efetivamente isoladas (MUNAWAR et. al, 2011). Desta forma o presente estudo tem como objetivo isolar moléculas de até 10 kDa, de peçonha de serpentes do gênero Bothrops, que apresentem ação antitumoral, em uma abordagem que considera efeitos farmacológicos diretos ou mediados por vias biológicas, e se incluem nos aspectos mais atuais de compreensão da tumorigenese e sua terapêutica. A bioprospecção destes compostos se utilizará de diferentes linhagens tumorais (HepG2; DU-145; A549; MDA-MB-231; THP-1 e HL-60) para a identificação das atividades citotóxicas, e mecanismos de inibição da tumorigênese in vitro não citotóxicos, como a modulação da migração e proliferação celular.A peçonha bruta será ultrafiltrada em membranas específicas, isolando os compostos de baixa massa molecular, e este pool será fracionado através de cromatografia de exclusão molecular. As moléculas bioativas serão identificadas nestas frações por ensaios biológicos in vitro (morte celular, autofagia, migração/proliferação celular, agregação plaquetária e angiogênese), e obtidas em alto grau de pureza por cromatografia em fase reversa. Suas estruturas serão caracterizadas por espectrometria de massas, ressonância magnética nuclear e sequenciamento N-terminal. Espera-se obter ao menos 1 peptídeo bioativo para a produção do análogo sintético via síntese de peptídeos em fase sólida ou expressão heteróloga em Pichia pastoris, cuja ação será elucidada através de ensaios toxicogenômicos, e a toxicidade avaliada em células normais de sangue periférico. O presente trabalho possibilitará a geração de novas moléculas em larga escala, abrindo perspectivas e reflexos para a população e para o grupo de estudo em que está inserido. Desta forma, esperamos contribuir também com a área de conhecimento, com a elaboração de metodologias para caracterização funcional e estrutural de compostos inéditos e com a produção de uma nova molécula com potencial terapêutico para o câncer. (AU)

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