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Ferreiros e fundidores da Ilamba: uma história social da fabricação de ferro e da Real Fábrica de Nova Oeiras (Angola, segunda metade do Séc. XVIII)

Processo: 22/09295-2
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no exterior
Vigência: 01 de novembro de 2022 - 31 de outubro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História
Pesquisador responsável:Silvia Hunold Lara
Beneficiário:Silvia Hunold Lara
Instituição Sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):História do Século XVIII  História da África  Angola  Fundidores  Publicações de divulgação científica  Produção científica  Livros 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Angola - século XVIII | Conhecimentos Africanos | Ferreiros e Fundidores | Lideranças Africanas | Mundos do Trabalho | Real Fábrica de Nova Oeiras | História da África

Resumo

O livro "Ferreiros e fundidores da Ilamba. Uma história social da fabricação de ferro e da Real Fábrica de Nova Oeiras (Angola, segunda metade do séc. XVIII)" analisa a construção de uma fábrica de ferro no interior de Angola, no século XVIII. O Iluminismo português investia no estabelecimento de manufaturas, especialmente as do ferro, já que este era um metal indispensável do ponto de vista tecnológico e militar. Contudo, os planos coloniais encontraram a resistência de ferreiros e fundidores africanos que se recusavam a aprender as técnicas estrangeiras de fundição e a mudar seu processo de trabalho. Ao enfatizar a agência dos centro-africanos, o livro lança luz sobre várias estratégias bem-sucedidas de atores históricos geralmente ignorados pela historiografia.Baseada em uma grande variedade de fontes pertencentes a arquivos brasileiros, angolanos e portugueses, a pesquisa reconstitui como os africanos foram recrutados para trabalhar na fábrica e o importante papel que tiveram nos processos de fundição nela empregados. Ao constar a presença da tecnologia africana e a qualidade do ferro ali produzido, o livro contesta as interpretações que apenas enfatizam o fracasso do projeto iluminista português em Angola. O tema é abordado em outra perspectiva, que enfoca as relações entre os líderes políticos locais e o governo colonial, elucidando as formas de organização dos trabalhadores e do processo de trabalho na fábrica. A análise trata ainda da circulação de conhecimentos sobre a fabricação de ferro, contribuindo para revitalizar os debates que consideram apenas a ótica europeia na transmissão de conhecimentos. O livro foi publicado em português em 2018, ao receber o Prêmio Internacional de Investigação Histórica Agostinho Neto (2017/2018), e sua tradução para o inglês integrará a série "Work in Global and Historical Perspective", que aborda a história do trabalho e investiga uma ou mais de suas muitas formas em escala global. (AU)

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