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Fluxos de gases de efeito estufa decorrentes de mudanças de uso e cobertura da terra no Bioma Caatinga: ampliação da base de dados de campo e modelagem em escala regional

Processo: 22/07490-2
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2022 - 31 de outubro de 2024
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Convênio/Acordo: CONFAP - Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa
Pesquisador responsável:Plínio Barbosa de Camargo
Beneficiário:Plínio Barbosa de Camargo
Instituição Sede: Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Pesquisadores associados: Aldo Torres Sales ; Ana Dolores Santiago de Freitas ; Antonio Samuel Alves da Silva ; Dário Costa Primo ; Edilandia Farias Dantas ; Jéssica Rafaella de Sousa Oliveira ; Josimar Gurgel Fernandes ; Karina Gonçalves da Silva ; Plínio Carlos Alvalá ; Regina Maria Barreto Campello Sampaio ; Wanderlei Bieluczyk
Bolsa(s) vinculada(s):23/12811-5 - Treinamento em medição de GEE em cromatografia gasosa e preparação e análises de amostras para análise isotópica, BP.TT
Assunto(s):Caatinga  Gases do efeito estufa  Fixação biológica de nitrogênio  Modelagem ambiental  Sistemas agroflorestais 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Ciclos Biogeoquímicos Caatinga | Ecologia Isotópica Caatinga | Fixação Biológica Caatinga | GEE Caatinga | Modelagem Ambiental Caatinga | Sistemas Agroflorestais Caatinga | Ecologia Isotópica

Resumo

O Brasil, como signatário dos acordos climáticos globais, tem o compromisso de construir e reportar suas estimativas de emissões e remoções de Gases de Efeito Estufa (GEE) atmosféricos. Juntamente com a queima de combustíveis fósseis, as mudanças no uso e cobertura da terra são os principais processos responsáveis pelas emissões de GEE no Brasil. Entretanto, devido às dimensões do nosso país e às dificuldades de gerar dados científicos robustos sobre o tema, ainda são limitados os dados sobre emissões nos diferentes biomas do Brasil, e essa limitação é bastante acentuada no Bioma Caatinga. Por esse motivo, a equipe da presente proposta, que inclui grupos de pesquisa de instituições de Pernambuco (UFPE, UFRPE e IPA) e de São Paulo (CENA-USP e INPE), vem trabalhando conjuntamente nesse tema há mais de uma década. A partir do Edital 02-2009 Fapesp-Facepe e do Programa Casadinho CAPES a UFPE, UFRPE, INPE e Cena-USP estabeleceram atividades de colaboração de pesquisa de campo e modelagem que permanecem ativas até hoje. Os resultados dessas interações durante esse período geraram as principais bases de dados que subsidiaram a Quarta Comunicação Nacional no setor de uso da terra no Bioma Caatinga. Dado o exposto, na presente proposta, a equipe pretende continuar com a colaboração e tem como objetivo geral consolidar as bases de dados de campo e aprimorar as ferramentas metodológicas para modelagem em escala regional e avaliação dos impactos das mudanças de cobertura e uso da terra sobre os fluxos de GEE no Bioma Caatinga. Além de ampliar a disponibilidade de dados de emissões dos principais GEE (CO2, CH4 e NO2), a presente proposta vai além, ao quantificar as emissões nas parcelas permanentes de estudos ecológicos de longo prazo, um projeto que vem monitorando há vários anos a ciclagem biogeoquímica em dezenas de parcelas distribuídas nos principais tipos de solos e de cobertura e uso da terra na região semiárida de PE. Dessa forma, os dados de emissões gerados na presente proposta serão associados a todo um histórico detalhado de dados desses sítios que irão contribuir para o melhor entendimento das variáveis que controlam as emissões nesses ecossistemas. Dentre essas variáveis, uma das hipóteses a serem testadas é a de que a Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN) tem um papel crucial para incrementar a remoção do CO2 atmosférico e estoque nos solos e vegetação nos ecossistemas do Bioma Caatinga (mais importante inclusive do que a disponibilidade hídrica). A proposta também tem entre seus objetivos o aprimoramento de ferramentas de modelagem de emissões em escala regional que têm sido desenvolvidas pela equipe ao longo dos últimos anos, a exemplo do Biomass Estimation System (BEST) e da Calculadora de Balanços de Carbono (CABALA-C). Esse esforço científico conjunto irá gerar informações e produtos de suma importância para o Brasil, pois irá permitir estimativas cada vez mais robustas de emissões decorrentes de mudanças de cobertura e uso da terra na Caatinga. Com isso, espera-se subsidiar as políticas públicas e as estratégias de negócios e geração de renda em torno da economia do carbono nesse setor, o que poderá ser imprescindível para a viabilidade econômica da atividade agropecuária sustentável no Bioma Caatinga. (AU)

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