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Sanitizantes eco-friendly com amplo espectro antimicrobiano como alternativa ao uso de compostos clorados na sanitização pós-colheita de frutas cítricas

Resumo

O Produto Interno Bruto do setor agrícola brasileiro foi de 243 bilhões de reais no ano de 2021, um aumento de 15,88% em relação ao ano anterior, o setor manteve-se aquecido e cresceu durante a pandemia de COVID-19. Além disso, o Brasil se enquadra entre os maiores exportadores de frutas cítricas do mundo, tendo como destaque a lima ácida 'Tahiti' fresca. Dentro desse contexto, a correta higienização e sanitização dos frutos é de suma importância para o controle microbiológico, por tanto, devem-se aplicar práticas adequadas no manuseio nas fases de colheita, pós-colheita, armazenagem, distribuição e comercialização. Os compostos clorados principalmente hipoclorito de sódio são os mais utilizados para este fim, por tratar-se de um produto barato e de amplo espectro antimicrobiano. No entanto, a utilização de hipoclorito de sódio para a sanitização de frutas cítricas tem sido adotada somente para o mercado interno brasileiro, sendo proibido o seu uso no mercado externo mediante as sanções impostas pela União Europeia por gerar subprodutos tóxicos e ainda reduzir a eficácia de desinfecção dos frutos por aumento da resistência microbiana. Perante ao exposto, torna-se necessária a busca por alternativas com menor impacto ambiental e menos riscos à saúde. A presente proposta é uma prova de conceito, onde produtos naturais serão utilizados como componentes de uma formulação nano estruturada para aplicação como sanitizante de frutos cítricos na pós-colheita seguindo a resolução do GMC n° 24/05. As nanoformulações serão avaliadas em diferentes composições, variando a concentração dos compostos para determinar melhor atividade antimicrobiana atrelada a baixa toxicidade e perfil de estabilidade satisfatório. As formulações serão testadas in vitro contra microrganismos presentes em frutos cítricos, posteriormente as formulações com maior potencial antimicrobiano serão testadas nos frutos in natura utilizando os métodos de aspersão e imersão. Tratando-se de formulações que estarão em contato com os trabalhadores quase que diariamente e que serão descartadas como efluentes, faz-se necessário estudos de citotoxicidade e toxicidade. Sendo assim, os estudos de citotoxicidade e toxicidade serão realizados em linhagem celular de MRC-5, sementes de alface (Lactuca sativa) e em microcrustáceo Daphnia similis respectivamente. O perfil de estabilidade das formulações será avaliado segundo art. 34 da RDC 59/10. Como resultado espera-se obter formulações nanoestruturadas, estáveis, com baixa toxicidade, amplo espectro de ação antimicrobiana, eficazes e de baixo custo. Essa proposta foi validada por meio de mais de 150 entrevistas com diferentes atores do setor agrícola brasileiro e mediante os problemas relatados, criou-se um modelo de negócios vislumbrando o desenvolvimento de um produto que solucione as principais "dores" dos citricultores. Este projeto será executado pela equipe da NPsmart, uma empresa jovem, de base tecnológica, que anseia por inovação e desenvolvimento de produtos seguindo os preceitos da química verde medicinal e ambiental. Sendo assim, ter a aprovação e apoio da Fapesp nesta proposta reforça nossa expertise e nos motiva a participar deste movimento transformador com amplas possibilidades de ganho econômico, social e principalmente ambiental. (AU)

Matéria(s) publicada(s) no Pesquisa para Inovação FAPESP sobre o auxílio:
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