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Investigação de desfechos cardiorrespiratórios desfavoráveis em pacientes sobreviventes de COVID-19 acompanhados por 6 meses após a alta hospitalar

Processo: 21/05231-7
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2022 - 31 de maio de 2024
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Meliza Goi Roscani
Beneficiário:Meliza Goi Roscani
Instituição Sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Pesquisadores associados: Daniela Kuguimoto Andaku Olenscki ; Fabíola Paula Galhardo Rizzatti ; Fernanda de Freitas Anibal ; Henrique Pott Junior ; Sigrid de Sousa dos Santos
Assunto(s):Cardiologia  Pneumologia  Infecções por Coronavirus  SARS-CoV-2  Pandemias  Efeitos a longo prazo do COVID-19  Insuficiência cardíaca  Arritmias cardíacas  Função pulmonar 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Arritmia cardíaca | Insuficiência Cardíaca | Pandemia | Sars-Cov 2 | Sindrome da Angustia Respiratoria Aguda | Cardiologia e Pneumologia

Resumo

Pacientes com COVID-19 idosos ou com conhecidas doenças cardiorrespiratórias apresentam pior evolução da doença quando comparados a indivíduos jovens saudáveis. Distúrbios do ritmo cardíaco e alteração de marcadores de necrose miocárdica também tem sido prevalentes nos pacientes internados pela doença e ainda é desconhecida a evolução do ponto de vista cardiovascular desses pacientes ao longo do tempo. O mesmo pode-se dizer de pacientes que apresentem alteração da função pulmonar, capacidade funcional ou comprometimento pulmonar na tomografia de tórax no momento da internação. Há dúvida se essas alterações podem persistir ao longo de meses da evolução desses pacientes e se há correlação com desfechos cardiorrespiratórios desfavoráveis. Objetivos: Identificar marcadores clínicos, laboratoriais, eletrocardiográficos e tomográficos em pacientes internados por COVID-19 preditores de desfecho cardiorrespiratório desfavorável ao longo de 6 meses de seguimento em pacientes internados em consequência de infecção por COVID-19. Métodos: Estudo clínico prospectivo observacional e longitudinal com aproximadamente 58 pacientes, com 18 ou mais anos de idade diagnosticados e internados com infecção por COVID-19. Para investigação cardiorrespiratória, todos os pacientes internados com diagnóstico confirmado de COVID-19 serão submetidos à avaliação clínica detalhada, exames laboratoriais, tomografia de alta resolução do tórax e eletrocardiograma de 12 derivações. Os pacientes que sobreviverem ao período agudo de infecção pela COVID-19 serão acompanhados periodicamente e com 1, 3 e 6 meses da alta hospitalar, com objetivo de se determinar a presença de sequelas ou de desfecho cardiorrespiratório desfavorável pós infecção pela COVID-19. Para isso, os pacientes serão submetidos à avaliação clínica periódica e aos seguintes exames complementares com 1, 3 e 6 meses: eletrocardiograma, ecocardiograma, tomografia de alta resolução do tórax, espirometria, teste de caminhada de 6 minutos, questionário de qualidade de vida e escala de dispneia. Serão considerados desfechos desfavoráveis: óbito, a persistência de lesão pulmonar na tomografia de tórax, a presença de anormalidades da função pulmonar sem diagnóstico prévio à infecção, a presença de disfunção ventricular sem diagnóstico prévio à infecção, o aparecimento ou a persistência de alterações eletrocardiográficas diagnosticadas na admissão, capacidade funcional reduzida no teste de caminhada, persistência da dispneia e/ou nova hospitalização e evento cardiovascular e/ou pulmonar. Será realizada estatística descritiva dos dados clínicos e laboratoriais obtidos durante todo o período de internação dos pacientes. Será realizada análise estatística para determinação de marcadores clínicos, laboratoriais e de exames complementares que se correlacionem com desfecho cardiorrespiratório desfavorável ao longo do seguimento. Resultados esperados: Espera-se que pacientes com maior gravidade da doença durante a internação como necessidade de terapia intensiva ou ventilação mecânica, com alterações de marcadores como troponina, dímero-D, PCR e com distúrbios do ritmo no eletrocardiograma de admissão possam apresentar evolução cardiovascular desfavorável quando comparados a pacientes sem essas alterações. Espera-se que pacientes com maior comprometimento do parênquima pulmonar e/ou com distúrbios de coagulação apresentem pior evolução clínica e respiratória. Espera-se que pacientes que apresentem hipoxemia mais grave, maior comprometimento do parênquima pulmonar na admissão hospitalar ou aqueles que necessitem de terapia intensiva e ventilação mecânica apresentem comprometimento da função pulmonar ao longo do seguimento. (AU)

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