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Estudo do papel da sinalização endocanabinoide e endovaniloide no paleoestriado, na atividade do duplo elo conectivo GABAérgico neoestriado-pálido-nigro-tectal durante a organização do medo instintivo de animais confrontados com serpentes

Resumo

Existe um grande interesse científico voltado para a busca das bases neuropsicofarmacológicas dos comportamentos que têm sido associados ao medo e ao pânico. Muitos estudos sugerem o teto mesencefálico (TM) como responsável pelo controle de respostas defensivas elaboradas durante situações de perigo iminente. As camadas profundas do colículo superior (cpCS) têm sido consideradas importantes estruturas na elaboração do medo inato e do comportamento de defesa. A substância negra, parte reticulada (SNpr), é conhecida por modular a atividade das camadas intermediárias (ciCS) e profundas (cpCS) do colículo superior e pode funcionar como um canal sensorial aos neurônios do tectum responsáveis pela organização de reações de defesa em regiões mais ventrais desse substrato neural. Há evidências de que o neocórtex se projeta para o neoestriado e este, através do globo pálido, conecta-se com a substância negra. A divisão reticulada da substância negra, por sua vez, envia conexões GABAérgicas ao tectum. Eferências provenientes da região ventro-medial da divisão reticulada da substância negra também se destinam ao corpo estriado. Os núcleos da base, em particular o globo pálido, e estruturas funcionalmente relacionadas, como, por exemplo, a SNpr, possuem uma densidade elevada de receptores canabinoides CB1 e TRPV1. No globo pálido, estes receptores são localizados pré-sinapticamente, principalmente em terminais dos neurônios inibitórios GABAérgicos que se projetam do striatum. O presente trabalho tem como objetivo investigar o envolvimento da sinalização endógena de AEA e 2-AG, via receptores canabinoides do tipo 1 (CB1) e endovaniloides do tipo TRPV1, no globo pálido, durante a expressão do comportamento de defesa associado ao medo instintivo e as reações de pânico, em animais confrontados com serpentes do gênero Bothrops, como as espécies Bothrops jararaca, Bothrops alternatus e Bothrops moojeni. Além disso, também será estudada a morfologia da via nigro-tectal, no sentido de investigar o subtipo de neurônios GABAérgicos que se projetam para as cpCS. Para alcançar tais objetivos, serão estudados os efeitos de microinjeções de AM251, um antagonista de receptores CB1, de URB597, um inibidor da enzima de degradação da anandamida, a enzima FAAH, o URB602 um inibidor da hidrólise de 2-AG e um antagonista de receptores TRPV1, a 6- hidroxi-capsaicina, no globo pálido, sobre a elaboração do comportamento de defesa organizado pelo mesencéfalo dorsal e induzido pelo antagonismo seletivo de receptores GABAA nas cpCS de animais confrontados com serpentes. Por fim, será conduzido uma investigação neuroanatômica para caracterização morfológica do subtipo de neurônios GABAérgicos que se projetam para as cpCS. (AU)

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