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Avaliação das células tumorais circulantes em associação com plaquetas como forma de detectar e prevenir eventos tromboembólicos

Processo: 21/01045-4
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2022 - 30 de junho de 2024
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Ludmilla Thomé Domingos Chinen
Beneficiário:Ludmilla Thomé Domingos Chinen
Instituição Sede: Instituto Brasileiro de Controle do Cancer (IBCC). São Paulo , SP, Brasil
Pesquisadores associados:Celso Abdon Lopes de Mello ; Felipe José Fernandez Coimbra ; Guilherme Yazbek ; Nora Manoukian Forones ; Rachel Simões Pimenta Riechelmann ; Rubens Chojniak ; Victor Hugo Fonseca de Jesus ; Virgílio Souza e Silva
Assunto(s):Neoplasias gastrointestinais  Neoplasias pancreáticas  Metástase neoplásica  Coagulação  Células neoplásicas circulantes  Tromboembolismo  Técnicas de diagnóstico molecular 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Câncer de mama | cancer de pancreas | célula tumoral circulante | microembolo tumoral circulante | Tromboembolismo | Tumores ginecológicos | diagnóstico celular e molecular

Resumo

O tromboembolismo venoso (TEV) é uma complicação comum em pacientes com câncer ativo. Pacientes portadores de câncer apresentam risco de desenvolver um TEV de 4 a 7 vezes maior que a população geral, e está associado com taxa de recorrência anual de 21%, risco de sangramento de 12%, levando à necessidade de anti-coagulação por período prolongado e interrupção da quimioterapia. A quimioterapia aumenta o risco de TEV. Câncer de mama é uma neoplasia com alta incidência de TEV. De forma geral, maiores taxas são observadas em pacientes com estadios mais avançados. Não existem métodos validados capazes de predizer TEV no paciente oncológico. Khorana et al publicaram em 2007 a validação de um modelo preditor de trombose em pacientes em tratamento com quimioterapia, com as variáveis supracitadas. As Células Tumorais Circulantes (CTCs) podem estar envolvidas na ativação da coagulação, pois expressam fator tissular (FT), que ativa a cascata da coagulação. Por outro lado, as plaquetas e a malha de fibrina formam um "revestimento" ao redor das CTCs, protegendo-as da lise pelas células NK. Microêmbolos de CTCs e de plaquetas facilitam a adesão ao endotélio. Plaquetas e neutrófilos representam marcadores preditivos de eventos tromboembólicos. Objetivo primário: avaliar a associação de TEV em pacientes com câncer de mama e tumores ginecológicos avançados / metastáticos com a presença de CTMs e CTCs em amostras de sangue no início do tratamento. Objetivos secundários: - avaliar a presença de CTC e CTM no momento do diagnóstico da TEV; - verificar a variação dos níveis de CTCs e CTM com instituição da terapia anticoagulante; - avaliar a correlação entre os níveis de CTCs e CTM basais e no momento da trombose com as sobrevidas livre de progressão e global; - verificar a expressão de glicoesfingolipídeos nas CTCs e CTM e sua correlação com a presença de eventos tromboembólicos; - comparar o desempenho do modelo de Khorana com e sem CTCs. Este será um estudo prospectivo, observacional, longitudinal a ser realizado por meio de coleta de sangue total e de dados clínicos de pacientes com tumores de mama e tumores ginecológicos (localmente avançados ou metastáticos). A coleta de sangue será realizada em até três momentos: no início do tratamento sistêmico, na detecção de trombose por qualquer indicador (clínico ou por achado incidental de exame de imagem) e para os pacientes com trombose, após um mês de tratamento com anti-coagulantes. A amostra foi estimada em 200 pacientes. Amostras de sangue (10 mL) serão coletadas em tubos contendo EDTA e filtradas pela tecnologia ISET. Após a filtração, as membranas serão examinadas e as CTCs caracterizadas por análise citopatológica. Para análise de marcadores nas CTCs faremos imunocitoquímica. Dados laboratoriais, incluindo número total de neutrófilos, de linfócitos, contagem de plaquetas, marcadores tumorais, níveis de albumina e de proteína C reativa (PCR) serão obtidos nos mesmos momentos das coletas de CTCs. Esperamos poder ajudar os médicos a prevenir eventos tromboembólicos em seus pacientes, pelo uso de CTCs e CTMs como biomarcadores, o que trará benefícios em termos de custos e de sobrevida dos pacientes. Ainda, se os níveis de CTCs e de CTMs abaixarem após o uso de anti-coagulantes, poderemos utilizar estas ferramentas como preditoras do sucesso do tratamento. (AU)

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