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GEN-MIGRA: gênero, mobilidades e migração durante e após a pandemia de COVID-19 - vulnerabilidades, resiliência e renovação

Resumo

A pandemia de COVID-19 representa um imenso desafio global com consequências econômicas e sociais para indivíduos, famílias e comunidades no mundo todo. As evidências emergentes mostram que os seus impactos, através da intensificação de desigualdades, tem afetado de maneira significativa as mulheres. Para muitas mulheres, a migração é uma resposta adaptativa a riscos sociais e desigualdades. Durante a pandemia, as mobilidades e as restrições econômicas tem colocado desafios severos em termos do trabalho das migrantes, das obrigações de cuidado, de sua segurança e bem-estar. Muitas migrantes trabalham em setores essenciais que foram os mais afetados, também em trabalhos informais, precários e com baixos salários. Lockdowns, fechamento de fronteiras e o aumento de controles policiais tem conformado contextos para uma crescente violência e exploração marcadas por gênero, especialmente para mulheres com estatuto legal inseguro e/ou com escassos recursos. GEN-MIGRA propõe transformar nosso conhecimento sobre as vulnerabilidades experienciadas pelas mulheres em mobilidades internacionais e suas estratégias de resiliência. Adotará uma perspectiva transnacional, interseccional e comparativa para explorar como a natureza global da pandemia tem impactado os padrões transnacionais de mobilidade feminina, no contexto de diferentes respostas nacionais à crise. Sua abordagem analítica se contra nas vulnerabilidades interseccionais, a agência e os recursos que as mulheres mobilizaram para navegar a crise. Nosso interesse é explorar como as mulheres migrantes enfrentaram esses desafios e produziram movimentos de resistência e renovação, traçaram estratégias e se reposicionaram no mercado de trabalho e as implicações dessas decisões para a vida familiar. GEN-MIGRA investigará esses aspectos através de uma análise inovadora em países com diversas políticas de proteção social, Brasil, Alemanha, Polônia, Espanha e Portugal. Documentando as mobilidades internacionais de mulheres desses países, produziremos conhecimento teórico ancorado empiricamente sobre o impacto das políticas nacionais e do apoio das comunidades e grupos de parentesco. Trata-se de uma agenda de pesquisa ambiciosa, com inovações teóricas e metodológicas que propõe desafiar nossa compreensão dos efeitos e soluções para o aumento das desigualdades interseccionais no mundo. (AU)

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