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Diferenciação condrogênica de células tronco de líquido amniótico humano com TGF-ß3 em cultura de esferóides cultivados em hidrogel termosensível para regeneração de lesões de cartilagem

Resumo

A cartilagem articular lesionada seja por traumas, atividades esportivas ou doenças crônicas como a osteoartrite (OA), apresenta baixa capacidade de regeneração. Até o momento não existe fármaco ou terapia efetiva para o tratamento definitivo destas lesões evoluindo muitas vezes para procedimentos cirúrgicos como artroplastia. Atualmente busca-se o desenvolvimento de uma terapia aliando a utilização de biomateriais produzidos pela engenharia aliados às técnicas de medicina regenerativa, com o uso de células tronco para regeneração da cartilagem articular. Portanto, neste estudo, pretendemos diferenciar em condrócitos as células tronco (CT) presentes no líquido amniótico humano (LA), conhecidas por sua multipotencialidade e plasticidade, em sistema de cultura tridimensional baseada em moldes de hidrogel não adesivo micromoldado por impressão 3D para a obtenção de esferoides celulares uniformes e funcionais que serão em seguida associados a um hidrogel termorresponsivo composto por metilcelulose e carboximetil quitosana. Ambos os biomateriais serão desenvolvidos na Faculdade de Engenharia Química da UNICAMP. As CT, obtidas de amostras provenientes de amniocentese de rotina, serão separadas, e caracterizadas por citometria de fluxo. A produção de esferoides será padronizada e depois avaliados quanto à produção de matriz extracelular (MEC) por meio de colorações histológicas específicas para cartilagem. A produção de colágeno II e agrecano será avaliada por meio de imuno-histoquímica e expressão dos genes por qRT-PCR. O conjunto esferoides-hidrogel termossensível será estudado quanto a sua citotoxicidade, viabilidade celular por meio de microscopia confocal, e morfologia por microscopia eletrônica de varredura (MEV). Espera-se que os resultados desde estudo sejam favoráveis o quê abrirá novas frentes tanto para estudos em modelos experimentais de lesões condrais quanto para o uso desta terapia por meio de infiltrações intra-articulares. Futuramente, este tratamento poderia evitar cirurgias abertas permitindo a rápida recuperação dos pacientes com a regeneração do tecido hialino, além de ser financeiramente viável para a incorporação dessa tecnologia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) já que se trata de tecnologia totalmente nacional. (AU)

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