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Impacto da ativação do inflamassoma NLRP3 no prognóstico de pacientes com carcinoma de células escamosas de cavidade oral

Processo: 21/04040-3
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2022 - 30 de abril de 2024
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Gilberto de Castro Junior
Beneficiário:Gilberto de Castro Junior
Instituição Sede: Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (ICESP). Coordenadoria de Serviços de Saúde (CSS). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesquisadores associados: Evandro Sobroza de Mello ; Fátima Solange Pasini ; Haniel Alves Araujo
Assunto(s):Oncologia  Neoplasias de cabeça e pescoço  Neoplasias bucais  Carcinoma de células escamosas  Inflamação crônica  Inflamassomos  Proteína 3 que contém domínio de pirina da família NLR  Interleucinas  Marcadores prognósticos  Transcriptoma 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:câncer de cabeça e pescoço | Carcinoma de células escamosas de cavidade oral | Inflamação crônica | inflamassoma | marcadores prognósticos em oncologia | Transcriptoma | Oncologia

Resumo

A inflamação crônica desempenha papel crítico no microambiente tumoral, sendo um dos mecanismos primordiais que modulam a interação entre células tumorais em progressão e mecanismos de evasão à resposta imune local. A ativação do complexo inflamassoma NLRP3 é central para o desencadeamento de resposta inflamatória patológica, sobretudo através da ativação de IL-1beta, IL-18 e IL-6. Uma importante prova de conceito dos efeitos da modulação do inflamassoma in vivo foi testada no estudo clínico CANTOS (Ridker et al., NEJM, 2017) que demonstrou o benefício da inibição de IL-1beta na redução de eventos cardiovasculares em pacientes após infarto agudo do miocárdio. No entanto, esta coorte com mais 10 mil pacientes evidenciou uma redução inesperada na incidência e mortalidade por câncer de pulmão, evidenciando a importância da modulação de vias correlatas ao inflamassoma também no tratamento de câncer e motivando o desenho de novos ensaios clínicos neste cenário. Além disso, estudos translacionais sugerem um importante papel da ativação do inflamassoma e proliferação tumoral em camundongos e linhagens celulares, sobretudo no carcinoma de células escamosas (CEC) de cabeça e pescoço. Contudo, o estudo do real impacto clínico dessa via de sinalização em pacientes com CEC de cabeça e pescoço ainda não está totalmente elucidado. Portanto, postulamos que a ativação do inflamassoma NLRP3 e subsequente ativação de IL-1beta, IL-6 e IL-18 exerça um papel fundamental em CEC de cabeça e pescoço, correlacionando-se com pior prognóstico. Nosso objetivo é investigar a associação de biomarcadores associados à ativação do inflamassoma NLRP3 com o prognóstico (sobrevida global e sobrevida livre de recidiva) em 128pacientes portadores de CEC de cavidade oral. Além disso, a fim de detalhar os mecanismos responsáveis pela ativação do inflamassoma e realizar a análise do transcriptoma tumoral, as amostras tumorais serão submetidas ao ensaio de RNA-seq. Desta forma, objetivamos elucidar os principais mecanismos associados à ativação do inflamassoma NLRP3 e seu real impacto clínico em pacientes com CEC de cavidade oral, visando a identificação de novos biomarcadores com finalidade prognóstica e potenciais alvos terapêuticos. (AU)

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