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Aptidão de probióticos e prebióticos de pseudo-caule de banana em ração para peixes: um estudo piloto

Resumo

Tem sido demonstrado que o alto teor de polissacarídeos não-digeríveis de vegetais, tal como o pseudocaule de bananeira (PCB), está relacionado ao potencial efeito prebiótico. Esses carboidratos atuam como substrato para bactérias ácido-láticas (BALs), tanto em seu cultivo, como na microbiota intestinal, quando consumidos como alimento. Neste contexto, os subprodutos agroindustriais usados como alimento têm o potencial de modular a composição intestinal do hospedeiro por meio de diversos mecanismos. Além disso, o uso de subprodutos agrícolas é vantajoso por ser um material barato e abundantemente disponível. Desse modo, pretendemos usar fontes de nutrientes de baixo custo, tal como meios de cultura alternativos base de farinha PCB e outros subprodutos, visando estimular o crescimento de BALs, desde a etapa de cultivo até a sobrevivência nas condições intestinais de humanos. Durante o cultivo das BALs, algumas variáveis tecnológicas, tais como pH durante o crescimento e tempo de coleta na fase de crescimento, serão estudadas. Testes de fermentação serão realizados em pequena escala e, posteriormente, em fermentadores de planta piloto, em condições ideais para a bactéria, considerando temperatura, pH e composição do meio. Um estudo do crescimento para produção de biomassa bacteriana probiótica também será realizado. As culturas de BALs serão preservadas por liofilização. Um resultado esperado é que os probióticos usados nesse estudo produzam compostos antimicrobianos contra patógenos. Nesse contexto, serão realizados testes in vitro para avaliar a inibição do crescimento de patógenos pela produção de compostos antimicrobianos por bactérias probióticas. Para avaliar o efeito in vivo, o prebiótico e a bactéria probiótica serão incorporados em dietas de tilápia do Nilo. Os peixes serão alimentados com diferentes dietas e avaliados quanto ao desempenho de crescimento, modulação da microbiota intestinal e resposta imune. Por fim, serão realizados testes de desafio com patógenos em condições controladas, simulando as condições de criação dos peixes para confirmar a proteção da bactéria probiótica contra patógenos. (AU)

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