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A toxicidade do Di(2-etilhexil) ftalato (DEHP) sobre o trato reprodutor masculino pode ser alterada pela via de parto devido a alterações na microbiota intestinal e seus impactos sistêmicos em longo prazo?

Processo: 21/08127-6
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2022 - 31 de março de 2024
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Toxicologia
Pesquisador responsável:Juliana Elaine Perobelli
Beneficiário:Juliana Elaine Perobelli
Instituição Sede: Instituto do Mar (IMar). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Pesquisadores associados:Maria Christina Werneck de Avellar
Assunto(s):Toxicologia experimental  Poluentes ambientais  Xenobiótico  Dietilexilftalato  Microbioma gastrointestinal  Genitália masculina  Parto  Ratos Wistar 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Dehp | Microbiota | ratos Wistar | Reprodução Masculina | Vias de parto | Toxicologia Experimental

Resumo

Recentemente, tem sido descrita a relação entre a metabolização de poluentes ambientais e o perfil de microbiota intestinal de mamíferos, capaz de alterar a atividade, distribuição e meia vida desses xenobióticos. Sabe-se que a microbiota intestinal amadurece ao longo dos primeiros anos de vida da criança, sendo a via de parto, se vaginal ou cesariana, o principal fator interferente nesse processo. Mundialmente, as taxas de cesariana eletiva estão muito acima das recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, sendo o Brasil o segundo país nesse ranking. Para melhor compreensão dessa problemática, propomos um ensaio pré-clínico para avaliar a influência da via de parto sobre a toxicidade do poluente di(2-etilhexil)ftalato no trato reprodutor masculino de ratos Wistar expostos por 65 dias. Hipotetizamos que a microbiota intestinal instalada nos primeiros anos de vida seja impactada pelo parto cesariana e influencie também o estabelecimento das microbiotas de tecidos reprodutivos, bem como a modulação do perfil imunológico e fisiológico do hospedeiro de forma persistente; essas alterações, por sua vez, acarretariam uma maior vulnerabilidade do indivíduo a poluentes ambientais, em especial quanto aos efeitos tóxicos desses compostos à integridade morfológica e funcional de órgãos reprodutivos masculinos, alvos importantes de poluentes. Como desdobramento da pergunta central, o estudo proposto permitirá avançar em questões com relevância translacional, tais como (i) o efeito da via de parto sobre a microbiota intestinal a longo prazo, (ii) o impacto da via de parto, a longo prazo, sobre a microbiota de tecidos reprodutivos, (iii) o impacto da via de parto sobre o perfil imunológico do animal em longo prazo, (iv) o impacto da via de parto sobre o perfil morfofisiológico dos tecidos reprodutivos em longo prazo; abrindo possibilidades de novos estudos e estratégias mitigadoras. (AU)

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