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Trajetórias de vidas periféricas: a violência entre o ordinário e o extraordinário em narrativas e poéticas (auto)biográficas

Processo: 21/02618-8
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2022 - 31 de janeiro de 2024
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Linguística Aplicada
Pesquisador responsável:Daniela Palma
Beneficiário:Daniela Palma
Instituição Sede: Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesquisadores associados:Daniel Do Nascimento e Silva ; Maria Viviane Do Amaral Veras
Bolsa(s) vinculada(s):22/11130-1 - Trajetórias de vidas periféricas: a violência entre o ordinário e o extraordinário em narrativas e poéticas (auto)biográficas, BP.TT
22/02346-0 - Trajetórias de vidas periféricas: a violência entre o ordinário e o extraordinário em narrativas e poéticas (auto)biográficas, BP.TT
Assunto(s):Mobilidade linguística  Circulação de narrativas  Trajetórias de vida  Memória  Semiótica  Violência  Periferia 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:memória | mobilidades em linguagem | Narrativa | Periferia (Brasil) | práticas (auto)biográficas | Violência | Estudo em mobilidades, trânsito e circulação de narrativas e poéticas

Resumo

Este projeto propõe investigar, nos trânsitos das trajetórias de vida de sujeitos das periferias urbanas do Brasil, a estruturação narrativa e poética de sua atuação política, situando-se como uma contribuição aos estudos de mobilidades (BLACKLEDGE et al, 2014) dentro do campo da linguística aplicada. Trajetórias de vida designa um caminho metodológico para buscar compreender as mobilidades das formas enunciativas que relacionam o individual e o coletivo e o caráter performativo (AUSTIN, 1962) de múltiplas práticas (auto)biográficas. A violência, entendida como um marcador social que se pronunciou na sociedade brasileira a partir dos anos 1980, é escolhida como parâmetro temático que permite uma busca para entender como sujeitos das periferias participam da ação política em resposta à violência estrutural e estatal a que são submetidos. Busca-se, dessa forma, observar o trânsito entre a linguagem do ordinário (WITTGENSTEIN, 1953) e as narrativas do extraordinário nas memórias de violência, como também reconhecer as formas do luto e do trauma nesses contextos (DAS, 2007). Com a proposta metodológica de manusear recursos comunicativos (auto)biográficos arquivados, por meio de uma aproximação etnográfica, foram definidas três frentes para o trabalho empírico de montagem dos corpora: i. microrrelatos de vida; ii. formações confluentes de trajetórias de vida singulares (Marielle Franco e Sabotage) e iii. narrativas de percursos de vida com base em experiências familiares de luto. A pesquisa propõe trabalhar com corpora formados por várias tipologias linguísticas, semióticas e midiáticas. No plano analítico, interessa mobilizar instrumentais que permitam sinalizar direções interpretativos (BLOMMAERT; RAMPTON, 2011) para: acompanhar a pragmática das trajetórias textuais e confluências semióticas e de gêneros (BAUMAN & BRIGGS, 1990; ARFUCH, 2010), observar as formas do tempo e do espaço nas trajetórias de vidas periféricas (FACINA; SILVA; LOPES, 2019) e ler identidades narrativas múltiplas (RICOEUR, 1997). (AU)

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