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Nanocorpos como terapia alternativa para a imunização passiva

Processo: 20/14521-6
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2022 - 31 de julho de 2024
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária
Pesquisador responsável:Débora Botéquio Moretti
Beneficiário:Débora Botéquio Moretti
Instituição Sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesquisadores associados: Andres Wigdorovitz ; Celina Guadalupe Vega ; Gladys Viviana Parreño ; Juan Pablo Alfonso Malito ; Marcelo Larami Santoro ; Marina Bok ; Raul Machado Neto
Assunto(s):Animais peçonhentos  Escorpiões  Antivenenos  Imunoterapia  Anticorpos  Nanocorpos  Imunobiológicos  Imunização passiva 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Animais peçonhentos | Anticorpos | Imunobiológicos | Proteção Passiva | soroterapia | venenos | Imunoterapia

Resumo

Os acidentes com animais peçonhentos são considerados um problema de saúde pública em diversos países, principalmente tropicais e subtropicais. No Brasil, mais da metade de tais acidentes resultam de picadas de escorpiões, as quais foram responsáveis por 31% dos óbitos causados por este tipo de incidente no ano de 2018. Os casos graves e moderados de envenenamento escorpiônico devem ser tratados com soroterapia específica, a qual é produzida desde o início do século vinte em cavalos, e cuja demanda tem aumentado tanto nacional quanto internacionalmente. No entanto, em um contexto atual em que a saúde e o bem-estar dos animais são fundamentais, a sociedade espera por alternativas menos invasivas e mais eficientes para a produção de antivenenos e antitoxinas. Os nanocorpos (Nbs ou VHHs) têm grande potencial terapêutico e têm sido estudados como tratamento para inúmeras doenças. Além de ter uma produção mais econômica, esses fragmentos de anticorpos de cadeia única derivados de camelídeos são pequenos, estáveis, solúveis em soluções aquosas e apresentam alta especificidade e afinidade ao antígeno alvo. A inativação de toxinas escorpiônicas por Nbs específicos torna-se, portanto, uma opção terapêutica de especial importância para o tratamento de acidentes com escorpiões. Esta proposta, realizada em parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária, (INTA/Argentina), avaliará o potencial imunoterapêutico de Nbs recombinantes específicos para as toxinas escorpiônicas. Além de colaborar com uma rede de estratégias institucional para repostas rápidas a problemas da saúde pública, esta iniciativa insere o Instituto Butantan como produtor nessa modalidade de produtos biológicos, contribuindo com a expansão nacional e internacional da instituição como indústria de imunobiológicos e fortalecendo a parceria entre instituições Latino-Americanas. (AU)

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