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miRNA 194 e miRNA 150 na regulação da reposta imunológica de células mononucleares do sangue periférico na Leishmaniose canina

Resumo

Os cães domésticos são os principais reservatórios urbanos de Leishmania infantum, o agente causador da Leishmaniose Visceral (LV) nas Américas. Em regiões endêmicas para LV, o numero de casos em humanos é associado com a taxa de infecção canina. As drogas atualmente disponíveis não são eficientes no tratamento da Leishmaniose Canina (CanL) e meses após o tratamento a maioria dos cães apresentam recidivas da doença, indicando a necessidade do desenvolvimento de novas drogas ou novas estratégias terapêuticas. Na CanL, os cães doentes montam uma resposta imune celular (Th1) ineficiente para combater o parasita concomitante ao aumento da resposta imune humoral (Th2). Os microRNAs (miRNAs) são RNAs pequenos, não codificantes, envolvidos na regulação da expressão gênica e tradução de proteínas envolvidas na regulação da resposta imunológica. Vários estudos tem demonstrado os miRNAs como reguladores chave das respostas celulares nas infecções por Leishmania.spp. O miR194 tem sua expressão aumentada em células mononucleares do sangue de cães com leishmaniose e foi correlacionado ao aumento da carga parasitária, já o miR-150 tem a sua expressão diminuída. O miR-194 e o miR-150 estão envolvidos na regulação de genes relacionados com a resposta imune. Dentre os genes alvos de miR-194 estão o gene MAPK1 esta envolvido na regulação dos fatores de transcrição T-bet relacionado à resposta Th1, GATA3 a resposta Th2 e FoxP3 na células Treg, o gene SOCS2 regula negativamente a expressão de citocinas Th1 (TNF-± e IFN-y) e Th2 (IL-4 e IL-10), e o gene TRAF6, regula negativamente a expressão das citocinas pro-inflamatórias (IL-1, IL-6, TNF-± e TGF-²), além da expressão de iNOS. A análise in sílico mostrou que miR-150 pode estar envolvido nas vias regulando os alvos TNF-±, Granzima B (GZMB), Transdutor de sinal e ativador de transcrição-1 (STAT1) e histonas deacetilases 8 (HDAC8), garantindo maior sobrevivência da L. infantum nas células, e isso ainda não foi investigado. Portanto, serão utilizadas ferramentas moleculares para aumentar ou diminuir miR194 miR150 e seus alvos com função imunoreguladora serão avaliados. O melhor conhecimento dos mecanismos moleculares pelo qual o parasita consegue evadir a resposta imunológica do hospedeiro, pode tornar possível a identificação de futuros alvos terapêuticos para o tratamento da CanL. (AU)

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