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Efeitos da substituição do comportamento sedentário por atividade física de intensidade leve ou moderada a vigorosa sobre os índices de obesidade em adultos: um estudo prospectivo de acompanhamento de curto prazo

Resumo

O comportamento sedentário (CS) tem emergido como um fator de risco independente para a obesidade, a ocorrência de doenças cardiovasculares e a mortalidade por todas as causas. No entanto, o efeito deletério do CS pode ser uma consequência da substituição do tempo gasto em atividades físicas (AF) leve e moderada à intensa (AFMI). Poucos estudos têm explorado esse tema, especialmente estudos de follow-up com adultos. Nossa hipótese é que a substitução isotemporal do CS por AF leve e AFMI é associada com a variação na massa corporal, índice de massa corporal (IMC) e porcentagem de gordura corporal (%GC) no período de um ano de follow-up em adultos assintomáticos. Nosso objetivo foi avaliar os efeitos tranversais e após um ano da substituição do CS por AF leve e AFMI nos índices de obesidade em adultos assintomáticos usando o modelo substituição isotemporal. Além disso, avaliamos as correlações entre as variações no CS e nas categorias de intensidade de AF (isto é, leve, moderada, intensa, muito intensa, e AFMI) e as mudanças na %GC após um ano. Foram incluídos 780 participantes com idade superior a 18 anos. Obtivemos a massa corporal, IMC e %GC (bioimpedância), bem como suas variações após um ano. Mensuramos AF e CS por meio de acelerômetros triaxiais (ActiGraph GT3X+) usados sobre do quadril dominante durante as horas de vigília, por pelo menos quatro dias consecutivos (4-7 dias). Após um ano, 242 participantes completaram todas as avaliações. Realocamos o tempo gasto em CS por AF leve ou AFMI e avaliamos as associações transversais e após um ano de follow-up. A análise de substituição isotemporal transversal mostrou que a substituição de um bloco de 10 min de CS por AFMI resultou em diminuição de 1,23 kg do peso corporal, 0,30 kg/m2 do IMC e 0,38% da GC. Substituir um bloco de 10 min de CS por AF leve resultou em menores valores de peso corporal (-1 kg) e IMC (-0,1 kg/m2). Não encontramos efeitos da substituição do CS por AF leve em relação à %GC. Quanto à análise de follow-up, observamos que a substituição do CS por AFMI só foi associada a um declínio significativo na GC (-0,31%). Não encontramos outros efeitos significativos da substituição do CS por AF leve ou AFMI. Observamos correlações significativas entre as variações da %GC e as variações no CS (r = 0,147), AF leve (r = -0,290) e AF intensa (r = -0,277). Após análise de regressão múltipla linear do tipo stepwise ajustada para todas as intensidades de AF e covariáveis, a variação da AF intensa foi a única intensidade selecionada como preditor significativo de variação absoluta na %GC (² = -0,312; ”R2 = 0,102) após um ano. Podemos concluir que o CS não apresenta influência consistente nos índices de obesidade em adultos assintomáticos e sua substituição por AFMI está associada à melhora significativa na composição corporal mesmo durante um curto período de follow-up. Nossos resultados sugerem que a AF intensa desempenha um papel mais importante na obesidade em adultos. (AU)

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