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Efeito do plasma rico em plaquetas na resposta endometrial e microbiota do útero de éguas susceptíveis à endometrite e efeito antimicrobiano in vitro frente à bactérias causadoras de endometrite em éguas

Processo: 21/05152-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2021 - 31 de outubro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Reprodução Animal
Pesquisador responsável:Marco Antonio Alvarenga
Beneficiário:Marco Antonio Alvarenga
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Pesq. associados: Igor Frederico Canisso ; Lorenzo Garrido Teixeira Martini Segabinazzi
Assunto(s):Equinos  Fertilidade  Inflamação 

Resumo

Endometrite após a cobertura é um processo fisiológico após a exposição ao sêmen, a qual deve ser debelada em até 48h. Essa inflamação é necessária para eliminação do excesso de sêmen, debris, e microrganismos do interior do útero. Entretanto, a endometrite pode se tornar persistente caso essa inflamação não seja debelada ou como resultado de uma infecção microbiana. Em éguas saudáveis e resistentes essa inflamação após a cobertura é eliminada dentro de 48 horas, entretanto éguas incapazes de eliminar esta inflamação dentro de 96 h são consideradas susceptíveis à endometrite persistente pós-cobertura (EPPC). Endometrite é a maior causa de subfertilidade em éguas, e é a terceira doença mais frequente em cavalos. A endometrite infecciosa é causada principalmente por microrganismos como Staphylococcus aureus, Streptococcus equi subs. zooepidemicus, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa; Klebsiella pneumoniae, Candida spp. e Aspergillus spp. Éguas susceptíveis apresentam baixa eficiência reprodutiva, acúmulo de fluído uterino, e exacerbado número de neutrófilos no lúmen uterino após a cobertura. Diversos estudos têm apresentado resultados promissores no tratamento de condições inflamatórias e infecciosas utilizando plasma rico em plaquetas (PRP), assim como melhoria da eficiência reprodutiva em mulheres, vacas e éguas. Contudo, o mecanismo pelo qual o PRP atua modulando a resposta inflamatória no útero não estão elucidados. Estudos recentes demonstraram que o útero de mamíferos é ocupado por uma microbiota residente que confere resistência contra agentes infecciosos. Assim, a presente proposta tem como justificativa avaliar os efeitos anti-inflamatórios, antimicrobianos, e o potencial papel modulador do PRP na microbiota residente do útero de éguas susceptíveis à EPPC. Objetivamos entender o(s) mecanismo(s) de ação do PRP no útero de éguas através do uso de ferramentas modernas de genômica e bioinformática; além disso, o presente estudo usará técnicas in vitro para avaliar as propriedades antimicrobianas do PRP contra patógenos comumente causadores de endometrite em éguas. Propõe-se dois estudos, sendo um estudo in vivo onde se avaliará a microbiota populacional e sequenciamento genético do endométrio de éguas susceptíveis à EPPC tratadas com PRP após desafiadas com espermatozoides; e um segundo estudo in vitro onde iremos avaliar o efeito do PRP contra microrganismos (Streptococcus equi zooepidemicus; Staphylococcus aureus; Klebsiella pneumoniae; Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli) isolados do útero de éguas com endometrite clínica. (AU)

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